Se o que você procura numa viagem é se surpreender com um destino cheio de história, paisagens e monumentos, prepare-se: Vilnius, a capital da Lituânia, vai conquistar seu coração. Esta foi a primeira cidade dos Países Bálticos que exploramos, em abril de 2025, e a experiência nos presenteou com memórias inesquecíveis.
Neste post, convidamos você a se deixar levar pelos encantos dessa capital que sabe unir, com maestria, o charme do passado e a vibração do presente. Abaixo, selecionei algumas informações básicas e 20 bons motivos para você se programar para atravessar o oceano e explorar Vilnius, a capital lituana.

O que você vai ler aqui, neste post:
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Esta é a cidade mais populosa do país, com cerca de 600 mil habitantes e um Centro Histórico do século XVI, considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, em 1994. Os primeiros registros da cidade são de 1323, quando o Grão-duque Gediminas enviou cartas para cidades alemãs convidando judeus e alemães a se estabelecerem ali.
Entre 1503 e 1522, a cidade ganhou muralhas com nove portões e três torres. O auge veio no reinado de Segismundo II, a partir de 1544, quando Vilnius floresceu em cultura e desenvolvimento. Em 1579, nasceu a universidade, que se tornou um dos centros científicos e culturais mais importantes da região.
Mas a história de Vilnius também é marcada por desafios. Foi incendiada e ocupada durante a Guerra Russo-Polonesa, disputada por russos, poloneses e alemães, e até Napoleão cercou a cidade. Apesar disso, no início do século XIX, já contava com cerca de 200 mil habitantes, sendo a maior cidade do norte da Europa.
Vilnius também enfrentou invasões, massacres e as duas guerras mundiais. Em 1989, participou da famosa Cadeia Báltica, movimento que uniu milhões de pessoas dos 3 países bálticos em busca de liberdade. Finalmente, em 1991, conquistou sua independência definitiva.
Vilnius é uma cidade limpa, arborizada e florida, agrada o visitante à primeira vista.
Localização
Vilnius está localizada no sudeste do país, a 30 km da fronteira com a Bielorrússia, a 312 quilômetros do Mar Báltico, na confluência dos rios Vilnia e Neris. Muitos acreditam que o nome da capital lituana foi inspirado no nome do rio que atravessa a cidade, o rio Vilnia.

Como chegar a Vilnius
Não existem voos diretos de São Paulo para Vilnius. Você vai ter que fazer uma conexão em algum país da Europa. Aproveite e dê uma esticada, assim como nós fizemos – 3 dias em Istambul, porque escolhemos voar com a Turkish Airways. Mas existem outras opções, como a Air France, KLM e Lufthansa.
Como se locomover em Vilnius
Para explorar o centro histórico, a melhor escolha é caminhar: as ruas medievais e praças estão próximas umas das outras e revelam detalhes que só se percebe a pé. Para distâncias maiores, o sistema de ônibus e trólebus cobre bem a cidade, com bilhetes acessíveis e possibilidade de pagamento via aplicativo ou cartão.
Também há a possibilidade de usar táxis ou apps de transporte como Bolt, bastante populares e com preços razoáveis. Outra alternativa agradável é alugar uma bicicleta ou patinete elétrico, ideais para percorrer parques e avenidas largas. Já para quem deseja conhecer os arredores, há opções de trens e ônibus regionais que conectam Vilnius a outras cidades da Lituânia.
Aqui estão os sites oficiais e úteis para se locomover em Vilnius: Bolt (carros, patinetes e bicicletas elétricas); aluguel de bicicletas, estação de trem (LTG Link – horários e passagens); estação de ônibus (Vilniaus Autobusų Stotis).
O que fazer em Vilnius
Caminhar no centro histórico cheio de ruelas, visitar as igrejas centenárias, cheias de personalidade, explorar praças e parques arborizados e floridos e conhecer monumentos que contam histórias de heróis e lendas locais. Vilnius é uma cidade super agradável, facinha de bater perna.
Para saber mais sobre as outras capitais dos Países Bálticos, clique em Riga-Letônia e Tallinn-Estônia. Para um roteiro pelos Países Bálticos, leia Roteiro de 10 dias pelos Países Bálticos. E para fazer isso de carro, como nós fizemos, leia Países Bálticos de carro.
O que ver em Vilnius
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A Cidade Velha e seus atrativos
Sem dúvida, o coração da cidade — um verdadeiro convite para mergulhar na história, na arquitetura e na atmosfera que conquista qualquer visitante. É lá que se concentram muitos dos principais atrativos:
2. Catedral de Vilnius
Consagrada a São Estanislau e São Ladislau, essa catedral católica foi construída em 1251, no lugar de um templo pagão, quando o Rei Mindaugas se converteu ao cristianismo. Muito parecida com um templo grego, ela foi fechada pelos soviéticos em 1950 para servir de garagem e oficina de caminhões. Em 1956, foi aberta como galeria e, em 1989, voltou a ser o que era – uma igreja católica.
O interior da igreja é uma preciosidade, com capelas, colunas de mármore, murais, esculturas e, no altar-mor, a porta do tabernáculo, criada em 1620, em ouro e prata. Na catedral, estão sepultados São Casemiro, Vytautas, o Grande, a esposa e o irmão Segismundo, além de outras figuras históricas.


4. Campanário da Catedral de Vilnius
Com 52 metros de altura, a atual estrutura do campanário é do século XIX. No topo, uma cruz. Abaixo, os sinos. Do alto, dá para observar as esculturas no teto da catedral, o antigo relógio da cidade e a vista magnífica de Vilnius. Para visitar, adultos pagam 6 euros, estudantes, aposentados e pessoas com deficiência, 4 euros. Gratuito com o Vilnius Pass.

5. Torre de Gediminas
Este é um ícone da cidade, o cartão-postal de Vilnius, parte da paisagem urbana. Construída no século XIV, a torre testemunhou séculos de batalhas e resistência. Dentro da torre funciona uma exposição do Museu Nacional da Lituânia, com maquetes dos antigos castelos, armas e documentos.
Do alto da colina de 48 metros de altura e da torre, os visitantes têm uma das melhores vistas da cidade: os telhados vermelhos, as torres das igrejas e as ruas estreitas do centro medieval. Se você não quiser subir a escadaria, tem um funicular. Para visitar, adultos pagam 8 euros, estudantes e aposentados, 4 euros. Grátis com o Vilnius Pass.



6. Igreja de Santa Ana
Esta igreja católica é considerada uma obra-prima da arquitetura gótica. No início, ela era toda de madeira, mas foi destruída por um incêndio em 1419. O que vemos hoje é a construção de tijolos, de 1500. Ela é tão linda que Napoleão, quando a viu, quis levá-la com ele, na “palma da mão”. Sim, a igreja passou por várias restaurações, inclusive, durante a ocupação soviética. Em junho de 2018, ela foi entregue ao arcebispo da cidade para a celebração exclusiva da missa tridentina – a missa tradicional em latim, codificada do missal romano em 1570.


7. Portão da Aurora
Trata-se de um dos mais importantes monumentos religiosos e um dos 9 portões que cercava a cidade, construído entre 1503 e 1514, quando ganhou uma imagem de Nossa Senhora. No século XVII, a imagem foi trocada e permanece até hoje.

8. Universidade de Vilnius
Esta é a mais antiga universidade do leste europeu, fundada como colégio jesuíta, em 1568. Tornou-se uma escola de nível superior em 1579. A universidade tem vários pátios e jardins. Não deixe de procurar pela livraria da escola chamada Littera, que fica no final do Pátio Sarbievijaus, com afrescos caricatos de professores e alunos decorando tetos e paredes. Outra atração imperdível é a linda biblioteca.

9. Biblioteca da Universidade de Vilnius
Fundada em 1570, esta é a biblioteca acadêmica mais antiga dos Países Bálticos, mais antiga, inclusive do que a universidade. Além da biblioteca central, a instituição também comporta o Centro de Comunicação e Informação Científica (SCI) e as bibliotecas das faculdades e centros. Mas este espaço é autêntico, do século XVI e a visita vale muito a pena. Nós não pagamos nada para conhecer.
No Salão Pranciškus Smuglevičius, o mais antigo de todos os salões da biblioteca, estão expostas relíquias como o primeiro livro impresso em língua lituana (o Catecismo de Mažvydas).

10. Livraria Littera
O que torna a Littera única não são as estantes, mas o seu teto abobadado. Ele está coberto de frescos pintados pelo artista lituano Antanas Kmieliauskas nos anos 70. Os frescos retratam figuras históricas da universidade, cientistas, poetas e símbolos das artes e das ciências. É como entrar numa pequena Capela Sistina dedicada ao conhecimento. As curvas do teto e as paredes espessas conferem acústica e uma atmosfera acolhedora.

11. Palácio Presidencial
Construído no final do século XIV, este edifício serviu como residência oficial do episcopado lituano. Reconstruído em 1820, o palácio começou a ser usado para cerimônias oficiais antes de se tornar um palácio presidencial. Nele, já se hospedaram o Czar Alexandre I e Napoleão Bonaparte.
O palácio oferece visitas guiadas gratuitas em inglês (geralmente aos sábados e domingos), mas precisa reservar com bastante antecedência no site oficial, pois os ingressos esgotam rápido.

12. Antiga Prefeitura
Ao longo dos séculos, o prédio já foi de tudo um pouco: tribunal, tesouraria, teatro e até sede de grandes bailes da nobreza. Hoje, embora a administração da cidade tenha mudado para um arranha-céus moderno, a Rotušė continua a ser o palco principal para as cerimónias mais importantes, visitas de chefes de Estado e eventos culturais de luxo.

13. Colina das três cruzes
No início, eram 3 cruzes de madeira do século XVI. Elas homenageavam os frades franciscanos que morreram torturados e assassinados por pagãos, quando acontecia a conversão ao catolicismo romano. Depois, essas cruzes foram destruídas pelos soviéticos nos anos de 1950. Hoje, são 3 cruzes brancas de concreto armado a mais de mil metros de altura.
A subida ao monumento é a pé, por dentro de um parque lindo cortado pelo rio Rio Vilnelė. Prepare-se porque a caminhada é longa, grande parte é uma escadaria. Quem tem mobilidade comprometida não tem condição de subir. Entrada gratuita.



14. Palácio dos Grão-duques
No século XVII, este era um centro administrativo e político do Grão-Ducado da Lituânia. Com a administração czarista russa, no século XIX, o palácio que servia de moradia aos governantes foi destruído. A restauração só aconteceu em 2013. No palácio você vai encontrar 4 rotas que refletem a função dessa residência histórica.
Na rota 1, achados arqueológicos, maquetes e documentos revelam o desenvolvimento histórico e arquitetônico do palácio; na rota 2, temos os salões restaurados em vários estilos, inclusive, o salão do tesouro. A terceira rota reúne 3 exposições sobre a vida cotidiana, armamentos e música; por fim, a rota 4 que leva o visitante ao Centro de Exposições do Museu com amostras nacionais e internacionais. A entrada para adultos custa 16 euros. Estudantes e aposentados pagam metade – 8 euros. Quem tem o Vilnius Pass, não paga.


15. Museu das Ocupações e Lutas pela liberdade
Fundado em 1992, este museu expõe todo o sofrimento do povo lituano durante anos e anos sob a ditadura soviética. Ele está instalado no mesmo lugar onde as autoridades soviéticas da NKVD e NKGB-MGB-KGB atuaram, de 1940 a 1991. O prédio grande e imponente ostenta em suas paredes exteriores, os nome dos que ali sofreram: guerrilheiros lituanos (conhecidos como “Irmãos da Floresta”), ativistas antissoviéticos e prisioneiros políticos que foram mortos entre 1944 e 1960. Os nomes estão entalhados nos blocos de pedra – uma iniciativa do artista Gitenis Umbrasas para simbolizar que a liberdade do país foi construída sobre o sacrifício dessas pessoas.
Ao lado do museu, há também um monumento em forma de pirâmide, construído com pedras. Elas foram trazidas de campos na Sibéria por sobreviventes de deportações, para homenagear aqueles que morreram no exílio e nunca puderam ter seus nomes gravados em solo lituano. Adultos pagam 6 euros para visitar. Estudantes, aposentados e portadores de deficiência, 3 euros. Entrada gratuita com o Vilnius Pass.





16. Praça Lukiškės
Esta praça fica em frente ao Museu das Ocupações e Lutas pela Liberdade. Durante o período czarista e as ocupações nazista e soviética, a praça foi local de execuções públicas. Foi nela que os líderes da revolta de Janeiro (1863-1864) contra o Império Russo foram enforcados. Durante a era soviética, chamava-se Praça Lênin e abrigava uma estátua monumental do líder bolchevique. A imagem da remoção dessa estátua em 1991, logo após a restauração da independência da Lituânia, tornou-se um dos símbolos mais icônicos da queda da URSS no país.
Hoje, a praça está completamente renovada e é um espaço de lazer com fontes e áreas verdes, mas mantém sua importância como local de cerimônias oficiais e memoriais aos que lutaram pela liberdade da Lituânia.

17. Memorial do Holocausto
Na rua Subačiaus, números 47 e 49, funcionava o campo HKP 562, que era uma oficina mecânica dos veículos militares alemães. Enquanto os homens trabalhavam, suas famílias viviam em salas adaptadas nos mesmos edifícios. Neste campo, os prisioneiros foram protegidos por Karl Plagge, um major alemão, que deixou que as famílias continuassem unidas. Em torno de 250 prisioneiros deste campo sobreviveram à guerra, sendo o maior grupo a sobreviver, em uma única unidade, em Vilnius. O campo funcionou de setembro de 1943 a julho de 1944.
Nos dois prédios, existem diversas placas comemorativas com inscrições em hebraico, iídiche, inglês e lituano, que contam a história do lugar. Anos depois, os sobreviventes solicitaram ao Yad Vashem que Karl Plagge fosse nomeado Justo entre as Nações. Para que esse pedido fosse atendido, mais de 50 anos se passaram. Por fim, em 2005, Karl Plagge recebeu esse título.

18. Novo Arsenal
Este edifício é uma divisão do Museu Nacional da Lituânia e parte do castelo. Nele, está a história do cotidiano da Lituânia antes de Segunda Guerra Mundial, do século XIII aos dias atuais. São documentos, caixas, talheres, louça, vidros de perfume e até uma pedra que serviu nos rituais pagãos. A exposição arqueológica contempla 12 mil anos, desde quando aconteceu o recuo das geleiras e o aparecimento dos primeiros humanos à Idade da Ferro período em que a tribos bálticas se formaram e deram início à formação do Estado Lituano. O Novo Arsenal está fechado para reforma e só abre em 2028.

19. Torre de TV
Esta é a estrutura mais alta do país e uma das torres de TV mais altas do mundo, com 326,5 metros de altura. Ela foi inaugurada em 1980. Em datas importantes, ela é iluminada de acordo com a festa. A torre abriga um memorial intitulado Luta Pela Liberdade, que homenageia as vítimas da noite de 13 de janeiro de 1991, quando 14 pessoas foram mortas.
A 165 metros de altura, tem o restaurante Via Láctea e um mirante giratório que oferece uma vista de 360 graus da cidade. Os elevadores são super rápidos. Em 40 segundos, os visitantes estão lá em cima.
Adultos pagam 16 euros. Crianças a partir dos 4 anos de idade, estudantes, idosos e pessoas com deficiência, 9 euros.



20. Bairro de Užupis
Esta área, que se autoproclama “República independente de Užupis, é o endereço das artes e da boemia. Fundada por artistas e intelectuais lituanos, tem constituição (escrita nas paredes da rua principal), presidente, leis, bandeira, hino e moeda próprios. Tem até um dia para comemorar a independência: 1º de abril. Uzupis está separado do centro histórico pelo rio Vilnelė. Caminhando pelo bairro, encontramos diversas galerias de arte, cafés e pequenos restaurantes.

21. Culinária
Sim, a culinária é parte importante de uma viagem e a gente não pode deixar de experimentar o que vir pela frente (exagerei?). A culinária lituana é simples, farta e feita para aguentar o frio rigoroso. Batata, carne de porco e nata estão sempre presentes numa mesa lituana, assim como os cogumelos e as frutas silvestres para as sobremesas.
O que comer em Vilnius
O prato nacional é o Cepelinai, que são bolinhos de massa de batata recheados com carne ou queijo. Eles são servidos com um molho de bacon e nata. O šaltibarščiai é uma sopa fria de beterraba. Ela fica com uma cor rosa choque porque misturam a beterraba com kefir (um tipo de leite fermentado). É servida com endro (uma erva fresca) e batatas cozidas quentes à parte. Tem também o Khinkali, que são como bolinhos georgianos, só que mais saborosos. A orientação para degustá-los é: primeiro, você faz um buraco e aproveita o caldo; depois, come normalmente. continua provando.
O pão lituano é escuro, denso, feito de centeio e tem um sabor levemente azedo e adocicado. Ele dura semanas e é a base de tudo. O Kepta Duona é um tira-gosto feito com pão preto frito no óleo, com muito alho e servido com um molho de queijo derretido. Vale a pena experimentar.
Nós comemos, também, um bolo bem estranho, que parece uma árvore de natal, chamado Šakotis (a gente pronuncia shacótis). O nome vem da palavra lituana šaka, que significa “ramo”. Por causa do seu formato cônico e cheio de pontas, ele é conhecido mundialmente como Tree Cake (Bolo Árvore). Para muitos, ele parece um pinheiro de cabeça para baixo ou até uma formação de estalactites. Quanto ao sabor, lembra um biscoita amanteigado, seco e crocante por fora, mas macio por dentro.


Onde Comer em Vilnius
Como toda cidade grande, a capital lituana está cheia de opções quando o assunto é comida. Restaurantes e cafés estão espalhados por toda a capital lituana e você não vai achar dificuldade em encontrar os da sua preferência.
O Lokys é um dos restaurantes mais antigos de Vilnius e está situado no coração da Cidade Velha. Trata-se de um restaurante familiar, que passou de pai para filho. A inspiração são os pratos tradicionais, à base de caça, frutas silvestres, cogumelos e nozes — ingredientes que fazem parte da identidade culinária lituana desde tempos remotos. A promessa é um cardápio que os nobres comiam na idade média.
O Etno Dvaras é a melhor opção para provar a culinária autêntica da Lituânia. Ele fica no coração do Centro Histórico (Rua Pilies) e é certificado pelo fundo de Patrimônio Culinário do país. O ambiente remete a uma antiga estalagem lituana, com decoração em madeira e elementos folclóricos e o menu é variado, com todos os pratos lituanos tradicionais. Outro que recomento é o Georgian House, comida georgiana, deliciosa e ambiente aconchegante
Onde se hospedar em Vilnius
Vilnius oferece hospedagens para todos os gostos e bolsos. Nós escolhemos um apartamento bem localizado e espaçoso, a apenas 10 minutos de caminhada da Cidade Velha: o Raugyklos Apartamentai, de apenas dois cômodos (sala, cozinha e quarto + banheiro). Pagamos cerca de R$400 a diária para duas pessoas. O espaço é moderno e bem equipado: ar-condicionado, wi-fi rápido, cozinha completa, com forno e geladeira. No banheiro, além da banheira, há secador de cabelo, chinelos e itens de higiene gratuitos — pequenos detalhes que fazem diferença.

Outras opções
Depois de um dia cheio de passeios e descobertas, nada melhor do que ter um cantinho confortável para descansar. Aqui estão algumas outras alternativas de hospedagem que podem agradar diferentes perfis de viajantes:
O Radisson Blu Royal Astorija é a excelente escolha para quem gosta de luxo e sofisticação. Além de quartos elegantes e bem equipados, o hotel conta com serviços que atendem os mais exigentes. A diária para 2 pessoas custa em torno de R$1200,00.
O Novotel Vilnius Centre, com diárias em torno de R$900,00, é para quem gosta de modernidade, com todos os confortos e facilidades à mão. Confira mais detalhes em novotel.com.
O que comprar em Vilnius
Se você quer levar um pedaço da Lituânia na mala, Vilnius oferece mais do que os ímãs de geladeira e os chaveirinhos. O âmbar, por exemplo, é uma opção; o linho é outro produto que faz parte da identidade lituana há séculos. Você pode trazer guardanapos bordados, toalhas de mesa, echarpes ou roupas de linho; o mel lituano é considerado um dos mais puros da Europa. Você vai encontrar potes de mel com ervas para trazer de lembrança; outra opção que agrada o paladar é o queijo de maçã (Obuolių sūris), uma sobremesa artesanal feita de maçãs cozidas por horas até caramelizarem.
A Lituânia tem uma tradição em chocolateria fina. A marca AJ Šokoladas, por exemplo, faz bombons que são verdadeiras obras de arte. E quanto ao artesanato, ele é ligado às tradições pagãs e à natureza. Em Vilnius, você encontrará peças que parecem saídas de um cenário folclórico, com uma estética rústica, além de objetos de argila, de madeira e bijuterias.


Curiosidades sobre Vilnius
Vilnius, durante séculos, foi considerada um dos principais centros da cultura judaica na Europa. Essa herança ainda pode ser sentida em seus monumentos, sinagogas e museus, que revelam histórias de convivência, resistência e superação.
Hoje, Vilnius é uma cidade vibrante e acolhedora. Segundo a World Happiness Report, 98% dos seus habitantes afirmam estar satisfeitos em viver no país — um índice que mostra o quanto a qualidade de vida é valorizada.
A capital também se destaca como uma das cidades mais dinâmicas e em crescimento da região. Um dos segredos desse bem-estar está na relação próxima com a natureza: cerca de 61% do território urbano são formados por áreas verdes, e 95% da população vivem a menos de 300 metros de um parque ou jardim. Não é por acaso que Vilnius é conhecida pela sua qualidade de vida.
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Até a próxima!









Respostas de 10
Simplesmente, incrível!!
Verdade, cidade linda, maravilhosa!
Que legal esse guia de Vilnius, a capital da Lituânia costuma ficar bem fora dos roteiros mais tradicionais e vocês mostraram como a cidade é interessante. Gosto muito quando unem história, arquitetura e mirantes num mesmo roteiro, ajuda a entender melhor o lugar.
A cidade é maravilhosa, sem dúvida e faz essa mistura muito bem!
Sonia, que conteúdo inspirador esse seu roteiro em Vilnius, fiquei muito feliz em encontrar informações tão completas sobre o que fazer em Vilnius, especialmente sobre o centro histórico, a Gediminas Tower e os passeios culturais pela capital da Lituânia! Estou pensando em incluir Vilnius em uma viagem pela Europa com minha filha de 10 anos e adorei saber que a cidade é charmosa e acolhedora. Você acha que o bairro de Užupis é interessante para visitar com criança? Existem museus interativos ou atrações em Vilnius que sejam especialmente envolventes para famílias? Seu roteiro de Vilnius está maravilhoso e muito esclarecedor!
Deyse, Vilnius é uma cidade extremamente acolhedora para famílias e crianças, com muitas opções que misturam história, natureza e atividades interativas. O Museu do Brinquedo (Žaislų muziejus) é paragem obrigatória. Ao contrário dos museus tradicionais, aqui as crianças podem tocar e brincar com réplicas de brinquedos que vão desde a Idade Média até aos dias de hoje. O Museu das Ilusões (VILNIL) tem exposições que desafiam a percepção. É ótimo para tirar fotografias engraçadas viver experiências óticas. O Museu da Energia e Tecnologia fica numa antiga central elétrica e possui uma secção dedicada a experiências científicas na prática, onde as crianças aprendem sobre física e energia de forma lúdica. O Museu Ferroviário fica na estação ferroviária e tem uma parte interior com maquetes interativas e uma exposição exterior gratuita com locomotivas antigas onde as crianças podem subir e explorar.
Ao ar livre, o Jardim Bernardine (Bernardinų sodas), na base da Colina de Gediminas, tem parques infantis modernos (separados por idades), um carrossel clássico, fontes musicais e muito espaço para correr. No Parque Vingis, o maior da cidade, você aluga bicicletas em família, patins ou pode fazer um piquenique. No verão, há pequenos parques de diversões temporários. O UNO Park é para famílias mais aventureiras – tem arborismo, oferece percursos nas árvores com diferentes níveis de dificuldade, incluindo rotas seguras para crianças a partir dos 3 anos.
Além disso, tem o Zoopark Vilnius, localizado no centro comercial Ogmios miestas. É ideal para dias de chuva, permitindo ver de perto lémures, macacos e alimentar coelhos. O Distrito de Užupis, embora seja um bairro artístico, as crianças costumam gostar de procurar as diversas esculturas espalhadas (como o anjo ou o gato de bronze) e ver a “constituição” escrita em várias línguas, incluindo português.
E ainda tem o Castelo de Trakai, a meia hora de Vilnius. Dá para fazer um bate e volta. Mas eu vou escrever um texto específico sobre ele.
Sonia, nem precisava de 21 motivos para conhecer Vilnius, no Campanário já estava convencida 😂
Adorei seu post super completo, foi quase como viajar com vc pelos principais pontos turísticos de Vilnius!
Que bom que você gostou, Cíntia! Agradeço demais!
Você reuniu o que há de mais belo em Vilnius, capital da Lituânia! De todas as atrações, a que mais gostei foi a Igreja de Santa Ana. Uma verdadeira beleza! Parabéns pelo post!
Obrigada, Alexandra! Vilnius tem muito a oferecer, não é, mesmo? É uma cidade inspiradora!