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Grécia – nunca te vi, sempre te amei

Todo turista que se preza cultiva o sonho de, um dia, a ir à Grécia. E por que? Talvez pelo capricho dos folders das agências de viagens… talvez por causa dos sedutores filmes de Hollywood… Ou porque a Grécia está em nosso imaginário desde que fomos para a escola e aprendemos sobre o berço da civilização, a mitologia e os grandes eventos históricos. Quem nunca ouviu falar, por exemplo, nos trabalhos de Hércules, de Baco, Cupido e Pandora? E a Guerra do Peloponeso, o cavalo de Troia, Sócrates e Ésquilo? Sem falar que, se ligarmos o rádio, corremos o risco de ouvir, na voz da cantora Amelinha, a história de Helena e Menelau. 

Deuses da mitologia grega

Grécia, o paraíso

Enfim, a Grécia está presente em nossas vidas, desde sempre e de várias formas. Na verdade, nós já a conhecemos. Só falta ir lá e conferir. E aí, quando atravessamos o oceano e desembarcamos naquele pedaço de paraíso, deparamo-nos com uma agradável sensação de déjà vu!

Do banquinho, assistimos à exibição do incrível Mar Egeu.

E é nesse clima de nunca te vi, sempre te amei que milhares de turistas chegam à terra de Onassis, aquele armador grego, rico e fisicamente distante do perfil que costumamos idealizar, quando pensamos o que seria um “homem grego”. 

Aristóteles Onassis

Atenas, para começar

Para nós, brasileiros, a identificação com a capital, Atenas, é imediata: o calor, a descontração, o trânsito… Tudo muito parecido com o Brasil, inclusive, o povo. Dos dez milhões de habitantes do país, 4,6 milhões estão na capital, Atenas – abafada e bastante movimentada, como qualquer cidade grande.

Atenas, capital da Grécia
Atenas, Grécia
Em Atenas, muitos monumentos históricos são iluminados artisticamente

É lá que fica um dos museus mais importantes do mundo, o Museu Arqueológico Nacional, onde estão guardados verdadeiros tesouros, que traduzem as glórias da Grécia antiga, um vasto acervo de pinturas, esculturas e objetos que conferem a Atenas o título de berço da civilização ocidental.

Fachada do Museu Arqueológico Nacional de Atenas.
Uma das salas do museu dedicada ás antiguidades egípcias.

Acrópole

Sem sombra de dúvida, a maior atração da cidade é a Acrópole, um verdadeiro cenário de cinema. Subir aquilo tudo, a pé, vale a pena. Mas é melhor fazê-lo no fim da tarde, quando o sol está mais fraco, o calor é menor e o pôr do sol, um convite a mais para que passemos horas ali, apreciando o Parthenon – aquele monumento que definiu o que seria a arquitetura clássica, e que serviria de modelo para quase tudo o que veio depois.

A acrópole e toda a sua grandiosidade e energia

O templo foi construído em homenagem à deusa Atena, protetora da cidade, numa data inimaginável: há mais de 2.500 anos. E não está sozinho. Junto à morada dos deuses, estão prédios de importância similar, como o Templo de Atena Vitória, o Pórtico das Cariátides, o Propileus, o Museu da Acrópole, além dos Teatros de Dionísio e Herodes, um pouco mais abaixo, onde, até hoje, são usados para concertos e shows ao ar livre.

Tempo de Atena Vitória.
Pórtico das Cariátides.

Nas imediações da Acrópole

Depois de assistir ao espetacular pôr-do-sol da Acrópole – o que acontece por volta das 8 e meia da noite – a opção é terminar o dia ao pé dela, no antigo e boêmio bairro de Plaka. É nele que se concentram os turistas, a vida noturna, o comércio de artesanato.

Bairro de Plaka: para comer, beber, comprar e se divertir

Gastronomia grega

É lá que encontramos a culinária tipicamente grega. Muito peixe, azeite, grãos, vinho, queijos fazem a alegria de quem aprecia a cozinha mediterrânea. O excelente azeite produzido no país vai em quase todos os pratos. Não vale sair de lá sem experimentar a salada grega, com tomate, pepino, queijo e azeitonas pretas temperada com sal e azeite. 

A salada grega que fazemos aqui, mas com o azeite maravilhoso de lá.

Para os gregos, a vida é uma festa!

Comer fora é um hábito bastante comum para os gregos. Alegres e sempre prontos para celebrar a vida, eles costumam sair todas as noites e encontrar os amigos. A crise no país atrapalhou um pouco, esse costume, mas não apagou a alegria de viver desse povo com vocação para a felicidade.

Vida noturna, em Atenas
Vida noturna, em Atenas

Muitos restaurantes, em todo o país, servem a comida tradicional grega, a preços bem acessíveis, para turistas e locais. A sugestão é o Mussacá, uma espécie de lasanha, com carne moída e berinjela e experimentar o ouzo, uma bebida à base de anis, com uma graduação alcoólica entre 35 a 50 graus. 

Mussaca, prato típico do país.
Ouzo – bebida leitosa quando misturada ao gelo ou à água
As sobremesas são à base de iogurte e mel.

Quanto tempo ficar em Atenas

Como Atenas, na verdade, não é o único objetivo, numa viagem à Grécia, 4 ou 5 dias são suficientes para ver a capital grega e seus museus, igrejas, subir ao Monte Likabitos e ver toda a cidade de cima, com o mar por trás; visitar o estádio Panatenaico, todo em mármore, construído para a primeira Olimpíada de Atenas; visitar o Templo de Zeus e suas 15 colunas coríntias, além de bater perna pelo bairro de Plaka, como todo turista faz.

O monte Likabitus – de onde se tem uma vista privilegiada da cidade
Panatenaico, o estádio de atletismo, construído inteiramente em mármore branco.
Templo de Zeus, também conhecido como Olimpeu.

Santorini

Depois de Atenas, o destino são as ilhas. Passar alguns dias em Santorini, uma das mais badaladas entre as centenas de ilhas do país é uma necessidade da qual só se tem ideia depois de ter ido lá. Num extremo, estão as praias de areias vulcânicas da vila de Kamari, onde as pessoas passam o dia “lagarteando”, todas em busca do bronzeado perfeito, sem marcas de maiô ou biquíni, para exibi-lo à noite, no outro extremo.

Em Santorini, a Praia Vermelha é mais um dos paraísos gregos que os visitantes procuram.

É na capital, Fira, que acontecem as intermináveis e animadas noites de Santorini, onde o barato é ver o pôr-do-sol num dos românticos restaurantes de frente para o vulcão e dançar sobre as mesas, nos animadíssimos bares da vila, até o dia amanhecer.

A imagem que ilustra os folders turísticos mundo afora
A praia com areia vulcânica.
Praia de pedras – nada que um sapatinho apropriado não resolva
O incrível por do sol nas ilhas gregas

Mykonos

Esta é outra ilha, das mais concorridas, nos meses de julho e agosto, auge do verão. Nessa época, a ilha lota de gente jovem e bonita, que chega de todos os lugares de planeta em busca de sol e diversão. É também um espaço mais liberal e democrático para gente de todos os sexos, destino obrigatório para quem quer conhecer a verdadeira liberdade.

Myconos, a mais fotogênica das ilhas gregas
Os moinhos que enfeitam a paisagem de Myconos.
Praia Superparadise, no verão: sempre lotada.

Praias de Myconos

Nas praias de Paradise, Super Paradise e Eliá, banhadas pelo geladíssimo Mar Egeu, turistas de todas as idades, tamanhos, cores e religiões passam o dia a confraternizar, a festejar, a agradecer aos deuses do Olimpo a dádiva que é estar naquele paraíso. E, como convém estar em um paraíso, o bronzeador (sim, bronzeador!) é única coisa que cobre os corpos dos mais desinibidos. Na Grécia, não existe “praia de nudismo”. Mas, em qualquer uma é possível tirar a roupa.

Com todo o calor do verão, poucos se arriscam no geladíssimo mar Egeu

As ilhas além de Santorini e Myconos

Assim como Mikonos e Santorini, outras ilhas igualmente belas e divertidas pontilham o Mar Egeu: Creta, Rodes, Paros, Ios, Milos, Kos são algumas das mais procuradas no verão, período em que elas “funcionam”. Definitivamente, uma infinidade de opções que mais confunde do que esclarece na hora da escolha. Escolher, mesmo, só a época: a segunda quinzena de junho é perfeita. Julho e agosto, altíssima temporada. O resto do ano, o sol não é garantido. Mas, do jeito que o clima está, quem sabe, o sol não resolva fazer da Grécia, a sua morada definitiva?!

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Comentário (12)

  • dorival ramos schultz Resposta

    para Sonia : adorei o passeio que dei com voce! dorival schultz

    15 de fevereiro de 2016 a 14:53
    • Sônia Pedrosa Resposta

      Obrigada, Dorival!!!!! A Grécia é um sonho!
      Um grande abraço, com saudade!

      16 de fevereiro de 2016 a 07:20
  • Mirtes Badra Resposta

    A Grécia é tudo de bom , estive em Athenas e Santorine em outubro de 2015 e ler teu post foi como repetir a viagem.

    15 de outubro de 2016 a 05:28
  • Ricardo Dória Resposta

    Lindo país! Quero conhecer!

    26 de fevereiro de 2017 a 16:48
  • Ma Elisa fernandez Resposta

    Hola Sonia! Muy buena información en tu racconto por Grecia! Me encanto todo lo q ellos poseen en cuanto agua, tierra extraña para quien no tiene montañas y Oki gastronomía… sin dejar de mencionar su rica historia es un viaje a realizar para disfrutar de este país. Abrazo Elisa

    17 de julho de 2019 a 14:34
    • sonia Resposta

      Elisa, que bom que você gostou! A Grécia, realmente, é um dos países mais bonitos do mundo!
      Grande beijo pra vc!
      sonia.

      17 de julho de 2019 a 16:51
  • Hebe Resposta

    Sonia, amei esse post. Realmente a Grécia é meu sonho de consumo. não vejo a hora de realizar. Seguirei cada pedacinho desse seu post.

    18 de julho de 2020 a 12:48
    • sonia Resposta

      A Grécia é um país necessário, Hebe!!!
      Você tem que ir lá e aproveitar toda a beleza daquelas ilhas maravilhosas, a comida deliciosa e a atmosfera de felicidade – é isso o que a Grécia nos inspira: felicidade.
      Recomendo com força!
      Grande abraço!

      18 de julho de 2020 a 16:29

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