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Bangkok, dicas para visitar a capital tailandesa e aproveitar tudo que ela oferece

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bangkok_buda
bangkok_buda

Bangkok, a capital da Tailândia, é uma das cidades mais interessantes do mundo. E um dos destinos mais procurados do momento. Os turistas estão por toda parte. E em toda a parte tem coisa interessante pra ver. Templos, monumentos, culinária, história, mercados, cores, aromas, tudo totalmente fora dos padrões ocidentais. Impossível não se encantar com esse país incrível.

Como chegar a Bangkok

Não existe um voo direto para Bangkok. Várias empresas voam para lá, mas sempre com uma conexão. A nossa foi em Dubai, nos Emirados Árabes. De Dubai para Bangkok, mais 6 horas. Mas garanto que todo o sacrifício vale a pena. Nós ficamos encantados com o que vimos. 

Buda dourado
A Tailândia é o país do Budismo

A primeira impressão

O tamanho. O aeroporto é enorme, moderno, decorado com obras de arte, flores e deuses. Inaugurado em 2006, o Suvarnabhumi é dos mais movimentados da Ásia. Ele fica a 25 quilômetros de Bangkok, na província vizinha de Sumut Prakan. O táxi é a melhor forma de chegar à cidade e não é caro – THB 400 (em torno de 40 reais), além dos dois pedágios de THB 70 (7 reais), mais ou menos, que são pagos por nós.

Aeroporto de Bangkok, Tailândia
Aeroporto grande o bastante para atender o fluxo de passageiros diários
Decoração do aeroporto
O aeroporto é decorado com flores
Guardiões no aeroporto
Aeroporto protegido por guardiões.

Devoção

No aeroporto, assim como em toda a cidade, havia um “altar” para o rei que tinha morrido há um mês. Aliás, toda a Tailândia estava de luto. Os prédios públicos decorados com fitas brancas e pretas, foto do rei, flores e frutas como oferendas. A cada esquina, uma homenagem. E na rua, as pessoas vestidas de preto. Luto oficial por 3 meses. Um ano sem rei. A Tailândia estava triste.

Aeroporto
No aeroporto, um altar para homenagear o rei.
Um altar para o rei numa rua da cidade
Nas ruas, vários outros altares para a população curtir o luto.

Bangkok e o calor

Logo em seguida, o calor. Impossível não notar. Assim que saímos do aeroporto, ainda na fila enorme do táxi, aquele bafo quente. Uma média de 38 a 40 graus, e isso é a qualquer hora do dia ou da noite. Bebíamos litros de água o dia todo. E sucos, muito sucos, que são vendidos na rua, em coloridas barracas de frutas: manga, melancia, maracujá, banana, pitaia, rambutam, mangostim, pitomba… uma variedade enorme para se escolher. E o melhor: é seguro. Ninguém passa mal com os sucos vendidos nas ruas do país.

Carrinho de frutas
Barraquinhas e carrinhos de furtas para todos os paladares
Copos com fruta para fazer suco
As frutas já ficam picadas nos copos. É só a gente escolher e pedir para bater, com gelo, no liquidificador.

Hidratação

A água de coco também era uma opção. Mais ainda porque lá, eles cortam o coco de uma maneira muito bonitinha! Eles descascam o coco todinho, fazem uma tampinha ou, simplesmente, deixam a abertura para o canudo. Mas tudo muito branquinho e limpo, com um preço à altura: THB 50 – em torno de 5 reais.

Ainda assim, o suor escorria pelo rosto, braços e pernas. A roupa colava no corpo, o cabelo molhava. E a gente nem precisava se preocupar com banheiro para o xixi. Não dava tempo. A água saía antes, pelos poros. A nossa sorte eram os shoppings, super refrigerados. Nunca fui a tanto shopping na minha vida. Todos os dias, um, pelo menos. Geralmente, a gente almoçava num deles, por causa do ar-condicionado, se refazia da manhã e ganhava fôlego para continuar.

Cocos nas ruas de Bangkok, Tailândia
Água de coco à moda tailandesa – capricho para vender o coco

Bangkok e a paisagem urbana

Outra coisa que impressionou: a paisagem. Prédios altos, monumentos que se misturam com templos, shoppings incríveis, avenidas largas, fiação exposta, fotos do rei, canais e mercados flutuantes, flores e árvores, e o rio Chao Phraya, emoldurando a cidade. O movimento é incrível, tanto nas ruas quanto no rio – as pessoas usam os barcos para atravessar a cidade e fugir do trânsito. Os motoristas buzinam muito, o tempo todo, mas a gente se acostuma.

Avenida de Bangkok, Tailândia
Prédios e torres se confundem no horizonte de Bangkok.
Trânsito de Bangkok, Tailândia
O trânsito caótico e colorido dos táxis amarelos, verdes e outras cores
Rio Chao Phraya em Bangkok, Tailândia
Solução tailandesa para o trânsito – que se aplicaria a qualquer cidade do mundo.

Um país colorido

As cores, na Tailândia, são explicitas. Nada de cores discretas, nudes, beges ou cinzas. O que vemos por lá é rosa, verde, azul, amarelo, todos muito intensos, nos templos, nas roupas, nos carros…

Táxi cor de rosa na rua de Bangkok, Tailândia
O que mais se vê é táxi cor de rosa.
Táxi verde e amarelo numa rua de Bangkok, Tailândia
Ou verde e amarelo, bem brasileiro
Altar em Bangkok, Tailândia
Os altares e templos também são bem coloridos.

Uma cidade verde

Bangkok é uma muito arborizada – árvores antigas, altíssimas e em todos os lugares. Muitos jardins e flores e, em cada lugar, casa, aeroporto, prédio, loja, shopping, um altar para Buda ou outros deuses, com oferendas – flores e frutas. E, claro, as homenagens ao rei.

Avenida de Bangkok, Tailândia
As árvores estão nas ruas pequenas e nas grande avenidas de Bangkok
Altar na rua de Bangkok, Tailândia
Os altares para o rei só são bonitos se tiverem vegetação em torno.
Avenida em Bangkok, Tailândia
Uma família de elefantes habita uma das avenidas da cidade

A casa dos espíritos

Uma coisa bem interessante que observamos foram as réplicas em miniatura de casas tailandesas nos jardins de empresas e residências. Trata-se de uma casa dedicada ao espírito que cuida daquela família ou funcionários. De acordo com a crença tailandesa tradicional, eles desempenham um papel importante na fortuna e no destino dos habitantes do lugar. Se por acaso, os espíritos são ofendidos por atos inadequados, negligência ou desrespeito, a família ou o empresário pode esperar má sorte e infortúnio. Para apaziguar e pacificar os espíritos, as pessoas oferecem, diariamente, varas de incenso, flores e alimentos.

Casa de espírito do hotel onde ficamos, em Bangkok, Tailândia
Em qualquer casa ou empresa, não importa a condição social, existe uma casinha para o espírito guardião

Bangkok: onde ficar

Escolhemos ficar na Khao San Road, uma rua descolada, onde ficam os mochileiros, o pessoal jovem, em busca de festa e muvuca. Por sorte, nosso hotel era silencioso, mas a música ia até às 4, 5 da manhã. A Khao San tem de tudo: hotéis, restaurantes, bares, farmácias, artesanato, tatuagem, massagem, táxis, tuc-tucs e gente, muita gente! De todas as partes do mundo. Era fácil estar ali, perto de tudo, de templos e pontos turísticos.

Khao San Road em Bangkok, Tailândia
Durante o dia, o movimento na Khao San começava cedo.
Os tuc-tucs ficam enfileirados esperando os clientes para explorar a cidade, em Bangkok, Tailândia
Os tuc-tucs ficam enfileirados esperando os clientes para explorar a cidade
à noite, muitos restaurante coloridos, iluminados e animados cobriam toda a Khao San Road, em Bangkok, Tailândia
à noite, muitos restaurante coloridos, iluminados e animados cobriam toda a Khao San Road.

sapo coaxando, na Khao San Road – barulhinho típico da rua.

Vendedores na Khao San Road, em Bangkok, Tailândia
A oferta é quase tão grande quanto o número de visitantes na Khao San Road.
Frutas no palito, na Kao San Road, em Bangkok, Tailândia
Frutas no palito, na Kao San Road.
Comida de rua em Bangkok, Tailândia
E os espetinhos, sabe-se lá do que, prontos para serem devorados pelos passantes.

Comer e beber

Mesinhas nas calçadas, luzes e plantas são o charme da rua. Ali, as pessoas jantam, dançam, assistem aos shows, ouve música e bebe. Restaurantes e botecos vendem uns baldinhos com uísque, rum ou vodca com refrigerante, que as pessoas costumam abrir, misturar e tomar ali mesmo, na hora, no balde, com canudinho. Os valores variavam de 10 a 50 reais. No final da noite, dava para ver o resultado.

Baldes com bebida em Bangkok, Tailândia
Os baldinhos com bebida acabavam em pouco tempo, tal a procura.

Bangkok é uma cidade de 12 milhões de habitantes e 425 templos. A maioria, budista. Existem os mais importantes, os mais bonitos, os mais intimistas…cada um com seu charme. Em todos, é preciso tirar os sapatos para entrar e estar adequadamente vestido: ombros cobertos, sem decotes. 

Wat Ratchabophit, em Bangkok, Tailândia
Wat Ratchabophit – um templo de 1870.

Como se locomover em Bangkok

Para conhecer Bangkok, os tuc-tucs são o meio de transporte mais pitorescos. Contratamos um deles um dia inteiro por THB 80 (em torno de 8 reais), mas terminamos pagando THB 200 (20 reais) porque passou um pouco da hora acertada e também por ser muito barato. Não queríamos explorar o rapaz. Mas, o ideal é o táxi. Por causa do calor, claro. Todos têm ar-condicionado. E, quando o taxímetro está ligado eles são super baratos. Até mais que os tuc-tucs. Fizemos essa experiência e demos preferência ao táxi.

Tuc-tuc em Bangkok, Tailândia
Um tuc-tuc todo cor de rosa, o dia inteiro, pra gente.

Trânsito em Bangkok

Dizem que trânsito da cidade está entre os piores do mundo. Muitas vezes, não dá para evitar. Uma alternativa é usar o Chao Phraya Express, os barcos que circulam pelo rio, levando e trazendo pessoas, driblando o trânsito da cidade. Ele funciona das 6 da manhã às 19h30, e para em vários ancoradouros.

Barco pelo rio, em Bangkok, Tailândia
Tem barcos maiores que fazer o trajeto, mas esse menor e enfeitado é um charme.

O melhor da Tailândia

Em Bangkok, há muito o que ver e o que experimentar: a comida, a música, a religiosidade, os costumes, a arquitetura, a história, o cotidiano da cidade…é tudo novidade para quem nunca foi para aquele lado do planeta. Nos próximos posts, vou falar sobre os lugares que fomos, sobre o que vimos. Mas, de uma coisa, estejam todos certos: o que a Tailândia tem, mesmo, de melhor, é o povo. Sorridentes, gentis e sempre prontos a ajudar, os tailandeses conquistam, facinho, os mais frios dos turistas. 

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autor(a)

Picture of Sônia Pedrosa

Sônia Pedrosa

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comentários

24 respostas

  1. Como não viajar no imaginário lendo cada frase desse post!!! Fotos lindas de uma cidade colorida que respira religiosidade e alegria… só o calorão é que deve ser de lascar, né minha amiga?!?! Adorei! Aguardando o próximo!

  2. Um espetaculo sentido e escrito com o coração, retratado com os olhos da alma. Parabéns amiga e obrigada pela riqueza de detalhes, por nos proporcionar um pouco de sua experiência e por despertar em nós um novo desejo: ir para a Tailândia. Bj
    Zilda Caldas

  3. Dicas maravilhosas sobre Bangkok. Eu visitei essa cidade e adorei. Uma das capitais mais incríveis que conheci. Um espetáculo sem dúvida.

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