Riga. Tivemos a sorte de visitar a capital da Letônia, maior cidade dos países bálticos e um dos centros culturais mais importantes da região em maio de 2025, quando a cidade completou 824 anos. E posso lhe adiantar: Riga é surpreendente. A arquitetura, a culinária, o traçado das ruas, a arborização e os jardins, a preservação do centro histórico e especialmente, o estilo Art Nouveau que embeleza várias ruas da cidade. Sem falar a polidez e a gentileza do povo. Tudo é uma razão para deixar os visitantes encantados. Realizamos um sonho e, agora, dividimos com você a nossa experiência na cidade.
O que você vai ler aqui, neste post:
ToggleRiga e sua história
Riga foi fundada em 1201 e foi um importante centro comercial graças à sua localização e ao seu papel na Liga Hanseática, uma rede de cidades mercantis medievais. Ao longo dos séculos, a cidade foi dominada por alemães, suecos, russos e soviéticos — que deixaram marcas profundas, moldando a sua identidade.
Após a independência da Letônia em 1991, Riga se reinventou como uma cidade vibrante e cosmopolita, preservando seu incrível centro histórico, hoje, Patrimônio Mundial da UNESCO, e se destacando pelo estilo art nouveau espalhado pela cidade. Rica em história e cheia de vida, Riga é um destino que reúne o passado e o presente no coração do Báltico.
Localização
Se você olhar o mapa, vai ver que Riga está situada no nordeste da Europa, entre a Rússia e a Suécia (e o Mar Báltico no meio). Acima, está a Estônia e abaixo, a Lituânia e a Bielorússia. As 3 capitais bálticas estão próximas umas das outras, o que facilita a vista aos 3 países numa só viagem.

Como chegar a Riga
Não há voo direto do Brasil. Nós pegamos um voo de São Paulo para Istambul, na Turquia, onde passamos três dias, e de Istambul para Vilnius, na Lituânia, onde alugamos um carro. A ideia era percorrer os Países Bálticos e um pedacinho da Polônia. E assim, fizemos. Chegamos a Riga depois de visitar Tallinn, na Estônia, além de Cracóvia, Wadowice, Zalipie, Lublin, Gdansk e a Rota das Igrejas de Madeira da Pequena Polônia, na Polônia. Fizemos um post com um roteiro de 10 dias pelos países bálticos, que você lê aqui. E um outro sobre a viagem de carro, que você lê, aqui.
Cá entre nós, depois que visitamos Tallinn, pensamos que já tínhamos visto o que havia de mais bonito na região, mas Riga nos surpreendeu. Nosso post super completo para Tallinn, você confere aqui.

O que ver em Riga
Como já falei, Riga é daquelas cidades que surpreendem logo no primeiro olhar — e muito disso se deve à sua reconhecida arquitetura e às suas ruas limpas e arborizadas, seus jardins floridos. Ficamos, realmente, impressionados com os prédios e as vias, o trânsito e o vai e vem das pessoas. Nossa caminhada pela cidade se equiparou a folhear um daqueles livros de estilos arquitetônicos que vão do medieval ao contemporâneo, passando por um dos maiores tesouros da cidade: o Art Nouveau. E vou dizendo: há muito o que explorar em Riga.

Cidade Velha
Este Patrimônio Mundial da UNESCO abriga construções medievais preservadas e a melhor coleção de edifícios Art Nouveau da Europa, segundo a Unesco. As ruas estreitas de paralelepípedos da cidade velha e os pátios escondidos criam uma atmosfera mágica, especialmente ao entardecer. Nós caminhamos sem destino, com a chance de nos perder entre as ruelas, descobrindo preciosidades. Além disso, tem toda a história que esse pedacinho da cidade resguarda.
Monumento da Liberdade
De longe, já podemos avistar esse monumento inaugurado em 1935. Trata-se de uma coluna de granito, com 42 metros de altura, que homenageia os soldados mortos durante a Guerra da Independência da Letônia. No topo, uma personagem conhecida como Milda levanta três estrelas douradas, que representam as 3 regiões da Letônia: Kurzeme, Vidzeme e Latgale. Na base, estão esculpidas as 4 virtudes: trabalho, vida espiritual, família e proteção à terra natal. Na base está gravado o lema nacional: Tēvzemei un Brīvībai – “Pela Pátria e pela Liberdade”.
No período soviético, o governo proibiu o povo de deixar flores ao pé do monumento e, para piorar, instalou uma estátua de Lenin na mesma avenida, a Alameda da Liberdade, que teve seu nome alterado pelos soviéticos para Avenida Lenin. Em agosto de 1991, logo após a restauração da independência da Letônia, a estátua de Lênin foi derrubada e removida em meio à comemoração popular.
Esse monumento atual substituiu a estátua do imperador russo, Pedro, o Grande, inaugurada em 1910 para comemorar os 200 anos da incorporação de Riga ao Império Russo.

Mercado Central de Riga
Nós nunca deixamos de visitar os mercados nas cidades que visitamos. E este, em especial, eu recomendo: é um dos maiores mercados cobertos da Europa, onde se pode encontrar uma grande variedade de produtos locais e experimentar a culinária letã. Ele foi construído entre 1924 e 1930, aproveitando antigos hangares de zepelins alemães usados na Primeira Guerra Mundial. São cinco pavilhões que, somados, dão mais de 72 mil metros quadrados, com mais de 3 mil bancas de venda. Nesse mercado, encontra-se tudo o que a gente imaginar.
Além de almoçar, experimentar vários doces e frutas, nós fizemos umas comprinhas, também.



Praça da Câmara Municipal:
Cercada por edifícios históricos, como a Casa das Cabeças Negras, o Museu das Ocupações da Letônia, o Conselho Municipal, essa praça tem séculos de tradição e é considerada um dos cartões-postais da capital letã. Esta praça também é o local onde armaram a primeira árvore de Natal pública do mundo – título disputado com Tallinn, na Estônia.
É nessa praça que fica o letreiro da cidade e uma estátua de Roland, um cavaleiro lendário associado ao imperador Carlos Magno, símbolo de justiça e liberdade, na região. Depois da Segunda Guerra Mundial, a praça foi totalmente reconstruída e hoje é o lugar para realizar eventos culturais e celebrações. Caminhar por ela e observar esses prédios cheios de história, é uma experiência que todo visitante deveria vivenciar.



Casa dos Cabeças Negras
Como não se impressionar com este edifício construído em estilo Art Nouveau, no coração do centro histórico de Riga? Ele fica em frente à Praça da Prefeitura e ao Conselho Municipal e se impõe como um dos marcos arquitetônicos mais lindos da cidade.
O edifício também carrega uma rica história: originalmente erguido no século XIV para abrigar a confraria dos Cabeças Negras — uma associação de jovens comerciantes solteiros, muitos deles alemães, além de armadores e capitães de navios — tornou-se símbolo da prosperidade e da vida cultural da capital letã.
Ali dentro, nos seus lindos salões, aconteciam reuniões de negócios, banquetes e jantares que reuniam visitantes ilustres, autoridades e comerciantes; bailes e festas famosos pelo luxo e pela animação; concertos e apresentações musicais, recepções para reis, imperadores, diplomatas e chefes de estado, uma tradição que continua até hoje.
Apesar de parecer um prédio medieval original, a Casa dos Cabeças Negras foi destruída durante a Segunda Guerra Mundial e reconstruída entre 1995 e 1999, exatamente como era, a partir de documentos históricos.



Museu da Ocupação da Letônia
Para se emocionar e reforçar o sentimento de que não podemos mais deixar que algumas coisas fujam do nosso controle e aconteçam, visite esse museu, inteiramente dedicado à memória da ocupação soviética e nazista na Letônia. A exposição aborda os períodos de cerco e domínio estrangeiro que marcaram o país entre 1940 e 1991, quando foi quase foi à extinção. A população viveu o terror, a violência e a opressão.
No museu, vimos documentos originais, objetos pessoais, fotografias e testemunhos que revelam como a vida cotidiana de um povo pode ser transformada sob regimes autoritários. O museu está instalado em um edifício histórico que já serviu de sede da polícia política soviética. A entrada custa 5 euros.



Torre da Pólvora
Caminhando pelo centro antigo, você vai encontrar essa torre erguida no século XIV, que integrava as imponentes fortificações da Riga medieval e tinha um papel essencial na defesa da cidade contra invasões. Como parte das muralhas, era um dos pontos estratégicos que garantiam a segurança dos habitantes em tempos de conflito.
Após sofrer diversos danos em batalhas, foi reconstruída em 1650 e passou a ser um armazém de pólvora e munições – quando ganhou o nome de “Torre da Pólvora”. Atualmente, a torre abriga o impressionante Museu da Guerra da Letônia, onde os visitantes podem explorar exposições que narram séculos de história militar, desde a Idade Média até os conflitos mais recentes.



Museu da KGB
Localizado numa esquina do centro de Riga, este prédio ficou conhecido como Corner House (Casa do Canto) e foi sede da KGB durante a ocupação soviética, em Riga. Construído no início do século XX, tornou-se símbolo do regime repressivo, onde milhares de cidadãos foram interrogados, presos e enviados para campos de trabalho.
Referência do terror soviético, funcionava com escritórios e salas de tortura. Hoje, é um museu e espaço de memória, com visitas guiadas que revelam o horror pelo qual muitas pessoas passaram. A entrada de crianças menores de 12 anos não é permitida. O ingresso custa 15 euros. Visitantes com deficiência têm entrada gratuita, mas aviso: o museu não é acessível para pessoas com deficiência de mobilidade.

Museu de Arquitetura
A estrutura que abriga o museu já é um monumento, pois se trata de uma das casa mais antigas da cidade, uma das que compõem os Três Irmãos. Mas o museu foi fundado em 1994. São milhares de peças que se dividem entre obras originais de arquitetos, esboços, desenhos e projetos. Arquitetos e apreciadores desse tema vão gostar de visitar esse museu. A entrada é gratuita.


Museu de Arte Nouveau
Você pode ver diversos exemplares desse estilo que predomina em Riga, caminhando pelas ruas. Ao todo, são 800 edifícios nesse estilo caracterizado por linhas curvas e sinuosas, fluidas e ondulantes, elementos da natureza, como galhos e folhas, animais e figuras femininas. Mas este museu sobre o estilo tem que estar no seu roteiro. Lá, você vai poder conferir 10 cômodos que se dividem em sala de estar, escritório, quarto, banheiro, cozinha, sala de jantar, lavabo – todos decorados, prontos para serem vistos.
O museu fica localizado na Rua Albert, 12, e funciona no antigo apartamento do arquiteto letão Konstantīns Pēkšēns, projetado por ele e onde ele viveu até 1907.


Biblioteca Nacional da Letônia
Inaugurada em 2014, a biblioteca é esse prédio moderno, conhecido como “Castelo de Luz”. O edifício se tornou um ícone arquitetônico de Riga, um símbolo da vitória da cultura e do conhecimento sobre os períodos de ocupação e repressão vividos pelo país. Em 2018, a biblioteca foi eleita a melhor do mundo pela London Book Fair. As visitas acontecem do 1º ao 12º andar. Para tanto, é chegar ao centro de atendimento ao cliente e solicitar um cartão de visitante – gratuito.

Igreja de São Pedro
De origem medieval, a Igreja de São Pedro foi erguida no século XIII. Desde sua fundação, tornou-se um marco da cidade. Ao longo dos séculos, passou por diversas reconstruções, incorporando vários estilos arquitetônicos. Assim, sua estrutura reúne elementos góticos e detalhes barrocos. O grande destaque é sua torre, com 123 metros de altura. Durante a Idade Média, ela foi considerada a mais alta torre de madeira da Europa. Hoje, além de sua imponência arquitetônica, a torre oferece um mirante, de onde se pode admirar Riga de cima.
Interior da Igreja
Reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO, a igreja de São Pedro tem um design que combina simplicidade e grandeza. A igreja é conhecida por sua acústica excelente, sendo frequentemente usada para concertos, eventos musicais e culturais. Para visitá-la, pagamos 3 euros mais 6 euros para ver a cidade da torre. A gente sobe três andares pelas escadas e de lá, pega o elevador.



Catedral do Domo
Localizada no coração da Cidade Velha, esta catedral é considerada a maior igreja dos países bálticos. Sua construção começou no século XIII e, ao longo dos anos, passou por diversas modificações, incorporando elementos arquitetônicos românicos, góticos, barrocos e renascentistas.
Um dos maiores tesouros da catedral é o seu órgão, instalado em 1844. Com mais de 6.700 tubos, ele já foi considerado o maior órgão do mundo e até hoje impressiona pela potência e pela qualidade sonora. Pagamos 5 euros para visitar a catedral.



Catedral da Natividade de Cristo
Essa igreja linda em meio a árvores frondosas, foi construída no estilo bizantino entre 1876 e 1883, quando a Letônia fazia parte do Império Russo. Trata-se de uma igreja ortodoxa historicamente ligada à Rússia, mas independente. Não deixe de visitar, o interior da igreja é lindo demais. Pena que não pude fotografar.

Igreja da Santíssima Trindade
Depois de ver a Catedral da natividade, do outro lado do rio fica esta igreja que achamos lindíssima. A cor nos chamou a atenção de imediato: vermelha com cúpulas azuis. Trata-se de uma igreja, também ortodoxa, finalizada em 1893. O iconostásio, que podemos chamar de altar, tem três níveis e é esculpido em madeira.

Dome Square
Este espaço, onde estão concentrados alguns dos prédios mais importantes de Riga, como a Catedral, a Bolsa de Valores e o Banco Comercial, originou-se no século XIX, quando alguns edifícios foram demolidos. A praça é o ponto de convergência de 7 ruas e também palco de eventos culturais, festivais e apresentações ao ar livre. No dia que passamos por lá, várias pessoas estavam assistindo a um jogo importante no telão.

Três Irmãos
Essas três casas medievais, conhecidas como os Três Irmãos, são consideradas o mais antigo conjunto de residências preservadas em Riga. Cada uma delas é de uma fase diferente da arquitetura residencial na cidade. A casa branca é a mais antiga construção em pedra da cidade. Ela é o século XV e só tinha uma sala grande e um sótão para armazenamento de mercadorias.
A casa do meio, construída em 1646, tem influências da arquitetura holandesa e ostenta na entrada a inscrição “Soli Deo Gloria!” (“Glória somente a Deus”), revelando o espírito religioso e cultural da época. A mais nova, de cor verde claro, da segunda metade do século XVII, segue o estilo barroco, com apartamentos e uma fachada ornamentada que, segundo a tradição, servia para afastar maus espíritos.
O nome “Três Irmãos” surgiu porque as casas teriam sido construídas por membros da mesma família em diferentes períodos. Hoje, além de serem um dos cartões-postais mais fotografados de Riga, a do meio abriga o Museu da Arquitetura da Letônia.

Castelo de Riga
Construído em 1330 às margens do Rio Daugava, o Castelo de Riga é uma das fortalezas medievais mais importantes da Letônia. Ao longo dos séculos, foi destruído e reconstruído várias vezes, foi também residência de cavaleiros da Ordem da Livônia, governadores suecos, poloneses e russos. Desde 1922, tornou-se a residência oficial do Presidente da República, mantendo até hoje sua relevância política. Lá está o Museu de História da Letônia.


Swedish Gate
Construído em 1698 durante o domínio sueco, este é o único portão medieval entre os 8 que existiam, que restou. Localizado na Cidade Velha, o portão ligava a área interna da cidade às barracas militares fora das muralhas. O portão atravessa o piso térreo de uma residência e dizem que ele foi aberto ilegalmente por um rico comerciante, que queria ter acesso fácil ao seu negócio.

Onde se hospedar em Riga
Uma das melhores áreas para se hospedar em Riga é o centro histórico (Old Town), pertinho das principais atrações, onde você pode sentir de perto o charme medieval da cidade. Ali você estará cercado por cafés, restaurantes e edifícios históricos. Além do centro, outras boas opções incluem os bairros modernos próximos à estação central e a região de Āgenskalns, conhecida por sua atmosfera tranquila e mercados locais. Para quem prefere uma estadia mais sofisticada, há hotéis estrelados ao longo do Boulevard Ring, onde arquitetura art nouveau e áreas verdes se encontram.
Nós optamos pelo Riga Islande Hotel, um 4 estrelas superior, localizado perto do rio Daugava, a 12 minutos a pé da Cidade Velha, com ótimo custo-benefício. A diária para duas pessoas custou R$ 361,90 – em maio de 2025.

O que e onde comer
A culinária da Letônia é marcada por pratos substanciais para enfrentar os invernos rigorosos. Portanto, prepare-se para comer muita batata, carne de porco, peixe do Mar Báltico, além de trigo, couve, cevada e o tradicional e delicioso pão de centeio. Os pratos têm influência dos outros países bálticos, pelos alemães e russos. Além disso, o povo precisou ser muito criativo para superar a escassez de alimentos, durante o período soviético.
Tenho dois restaurantes para sugerir. Um é o Rozengrals, um restaurante medieval bem convidativo, que serve pratos como salada de beterraba assada com mel e queijo de cabra (do século XV), a 13 euros; salada com carne, alcachofras, abóbora marinada e molho de framboesa, entre outros O outro é o Key to Riga, onde comemos muito bem – Rupjmaize (pão preto) com um molho sensacional como entrada, carne de porco para mim e filé para João Miguel, acompanhados uma cerveja local.




Pratos típicos
Rupjmaize é o pão de centeio escuro, considerado símbolo nacional, presente em quase todas as refeições. Pīrāgi são pequenos pastéis recheados com bacon e cebola, muito populares. Jāņu siers é o queijo fresco tradicionalmente consumido durante o solstício de verão – 20 e 21 de junho. Sopas e ensopados, geralmente preparados com creme de leite, batata e carne, reforçando o caráter forte da cozinha.
Mas em Riga, assim como nas cidades maiores, a cozinha internacional tem lugar. Restaurantes italianos, japoneses, indianos e até brasileiros podem ser encontrados.

O que e onde comprar
Acredito que, assim como eu, você não volte de uma viagem de mãos vazias, sem ter comprado nada como lembrança. E isso não pode acontecer em se tratando da Letônia, que tem tantas coisas interessantes para os visitantes.
Por isso, destaco o que você pode trazer de lá como presente ou lembrança da sua viagem: o chocolate Laima é um exemplo. No mercado desde 1870, ele é considerado o chocolate nacional. Luvas e outros produtos em lã são outro exemplo. Geralmente, eles são feitos à mão e têm motivos folclóricos. O âmbar é um clássico, todo mundo gosta de comprar, presentear e levar pra casa – bijuterias, joias, objetos decorativos. O pão de centeio também é uma sugestão e eles são embalados para viagem.
De lá, também podemos trazer peças de cerâmica e o rico artesanato, além de toalhas e roupas em linho de alta qualidade. Por fim, o Riga Black Balsam, um licor herbal tradicional, muito popular entre visitantes.
O centro histórico está cheio de opções para compras, impossível apontar um local, mas você também pode comprar no mercado e num dos shoppings centers, a exemplo do Domina Shopping Center – o maior dos países bálticos. Assim, trazemos para casa um pedaço da tradição e da identidade letã.


História
Riga foi fundada em 1201 e cresceu como um importante centro comercial graças à sua localização e ao seu papel na Liga Hanseática, uma rede de cidades mercantis medievais. Ao longo dos séculos, a cidade passou por diversos domínios — alemão, sueco, russo e soviético — que deixaram marcas profundas em sua arquitetura, cultura e identidade.
Após a independência da Letônia em 1991, Riga se reinventou como uma cidade vibrante e cosmopolita, preservando seu centro histórico, hoje Patrimônio Mundial da UNESCO, e se destacando pela impressionante arquitetura art nouveau. Rica em história e cheia de vida, Riga é um verdadeiro encontro entre o passado e o presente no coração do Báltico.
Quanto custa viajar para Riga
Muito menos do que você imagina. A diária do nosso hotel 4 estrelas bem localizado foi de R$ 361 reais – para duas pessoas. Uma pizza custava em torno de 13 euros. Os pratos, de um modo geral, em torno de 20 euros. Geralmente, eu pedia carne de porco e João Miguel, filé ou massa. Os museus e outros monumentos tinham preços justos e em alguns, a entrada era gratuita. Pagamos 10 euros para visitar a Casa dos Cabeças Negras, um dos lugares mais visitados da cidade, por exemplo.
Mais sobre os países bálticos, confira nos posts: Tallinn, guia completo para a sua viagem à capital da Estônia; Países Bálticos de carro – roteiro e dicas para explorar a Estônia, Letônia e Lituânia; Países Bálticos – roteiro de 10 dias para conhecer Tallinn, Riga e Vilnius.









Respostas de 6
Riga é uma cidade apaixonante e ficou ainda mais bela em seu post. As luzes e as cores vão se alterando conforme a estação do ano! Adorei rever esse destino por seus olhos! Parabéns pelo post!
Alexandra, obrigada! Sei que vc também esteve por lá e fez um belo post sobre essa cidade incrível! Precisamos voltar em outras estações!
Que linda a cidade de Riga, fiquei apaixonada pelo colorido dos prédios e por tanta história! Aliás sempre me surpreendo com cidades que superaram ocupações e tragédias e ainda assim se reergueram, honrando sua história.
E de surpreender, mesmo, Cintia! Cidades que enfrentaram desafios enormes se reestruturam e seguem adiante… fico impressionada.
Achei excelente esse guia de o que fazer em Riga, dá uma visão bem completa da cidade além do básico. Gostei muito de como vocês dividiram entre Cidade Velha, região Art Nouveau e outras áreas, facilita demais na hora de montar o roteiro.
Que bom que você gostou, Ana! Riga é uma cidade especial!