O Museu da Cosmonáutica em Moscou

O Museu da Cosmonáutica, em Moscou, é o programa perfeito para quem, assim como eu, é apaixonada pelo espaço, pelas histórias e projetos espaciais. Por lá, estão em exposição, as roupas de Yuri Gagarin e de outros cosmonautas usadas nas suas respectivas viagens, as condecorações, as cadelinhas empalhadas Belka e Strelka, satélites artificias, além de módulos lunares e um acervo enorme sobre o assunto. Logo no segundo dia em Moscou, fomos lá, conhecer a performance dos russos, no espaço. Melhor dizendo, no cosmos – como eles preferem.

Museu da Cosmonáutica: para visitar

O museu não fica no centro, mas é simples chegar lá. Basta pegar o metrô e descer na estação VDNKh, uma das festejadas estações de metrô de Moscou. O ticket do metrô custa 19 rublos, aproximadamente 1 real.

Um dos salões do metrô VDNKh
Um dos salões do metrô VDNKh

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Para ver o museu

Separe um dia inteiro para ver o Museu da Cosmonáutica. Sim, porque ele não está sozinho. Em torno, existem várias atrações incríveis. VDNKh é a sigla para Centro Panrusso de Exibições, que fica ao lado do museu. O parque, depois de anos abandonado, passou por reformas e, hoje, é um lugar imperdível, com mais ou menos 400 atrações, e avenidas que cortam pavilhões e fontes, exposições científicas e espaços culturais, museus e restaurantes.

VDNKh visto de cima, Moscou, Rússia
VDNKh visto de cima. Foto: Wikipedia

Assim que saímos do metrô, logo identificamos a entrada do museu, por causa do gigantesco Monumento aos Conquistadores do Espaço, feito de aço e titânio, com 110 metros de altura, que fica ao lado.

Fachada do Museu da Cosmonáutica em Moscou, Rússia
Fachada do Museu da Cosmonáutica
o Museu da Cosmonáutica e o monumento ao lado, em Moscou, Rússia
o Museu da Cosmonáutica e o monumento ao lado
o rastro do foguete, nas imediações do Museu da Cosmonáutica, em Moscou, Rússia
O rastro do foguete

Um convite especial

Logo na entrada, depois que compramos os tickets (250 rublos + 230 para fotografar – em torno de 27 reais), olhamos para cima e vemos Yuri Gagarin, o primeiro homem a viajar pelo espaço, devidamente paramentado, sorrindo, convidando a todos para uma visita inesquecível. O terceiro domingo de cada mês, a visita ao museu é grátis.

entrada do museu da Cosmonáutica, com Yuri Gagarin no alto
entrada do museu, com Yuri Gagarin no alto

Yuri Gagarin

No primeiro salão, no centro, um Yuri Gagarin gigantesco nos aguarda, de braços abertos, com o Sputnik, primeiro satélite artificial da terra, ao lado, flutuando. Com apenas 27 anos de idade, ele se tornou o primeiro homem a viajar ao espaço. É dele a frase: “A Terra é azul”, que completou com “como é maravilhosa, ela é incrível!”. Gagarin morreu em 1968, em um acidente de avião e está enterrado no Kremlin, com todas as honras de um herói nacional.

No Museu da Cosmonáutica, Yuri Gagarin de braços abertos. Em Moscou, Rússia
Lá dentro, Yuri Gagarin de braços abertos

No Museu da Cosmonáutica, em Moscou, Rússia, o Sputnik – o primeiro satélite artificial da terra
Sputnik – o primeiro satélite artificial da terra

Yuri Gagarin tem um acervo grande de objetos e roupas e quem gosta desse tema chega a se emocionar.

as condecorações de Gagarin, no Museu da Cosmonáutica, em Moscou, Rússia
as condecorações de Gagarin

as roupas usadas no Vostok, em exposição no Museu da Cosmonáutica, em Moscou, Rússia
as roupas usadas no Vostok

Outras celebridades

O primeiro salão do Museu da Cosmonáutica é bastante amplo e ali, vemos, também, as cachorrinhas Belka e Strelka, empalhadas. Elas foram os os primeiros seres vivos a ir e voltar, com vida, do espaço. Com elas, foram também, alguns ratos, um coelho, plantas, mosquitos, mas foram elas que ficaram famosas, junto com Laika, que morreu no espaço e que não se chamava Laika. Laika era a raça.

Museu da Cosmonáutica, em Moscou, Rússia

Belka, Strelka e o veículo que as levou e as trouxe, do espaço, no Museu da Cosmonáutica, em Moscou, Rússia.
Belka, Strelka e o veículo que as levou e as trouxe, do espaço

Laika também foi devidamente homenageada, com um monumento:

As mulheres russas no Cosmos

Valentina Vladimirovna Tereshkova foi a primeira cosmonauta e a primeira mulher a ter ido ao espaço (16 de junho de 1963, na nave Vostok). Depois do sucesso que foi a sua missão, virou heroína nacional, com direito a condecorações. Até hoje, foi a única mulher a fazer um voo solo.

Valentina Vladimirovna Tereshkova, no Museu da Cosmonáutica, em Moscou, Rússia
Valentina Vladimirovna Tereshkova – coragem e competência

Parafernália

Foguetes, estações, satélites, cápsulas, sondas, roupas, comida de cosmonauta, condecorações se espalham pelos salões do Museu da Cosmonáutica. Tudo muito bem organizado, bem conservado e emocionante. Muito bom, ver, também, várias turmas de colégio com seus respectivos professores explicando cada objeto.

visita de alunos ao Museu da Cosmonáutica, em Moscou, Rússia
os alunos e as constelações nas paredes
Foguetes em exposição no Museu da Cosmonáutica, em Museu, Rússia.
Foguetes em exposição

Estação Mir, no Museu da Cosmonáutica, em Moscou, Rússia

Estação Mir, no Museu da Cosmonáutica, em Moscou, Rússia
Estação Mir, aberta para visitação
Interior da Estação Mir, no Museu da Cosmonáutica, em Moscou, Rússia
Interior da Estação Mir

comida de astronauta, no Museu da Cosmonáutica, em Moscou, Rússia

comida de astronauta, no refrigerador de bordo do Museu da Cosmonáutica, em Moscou, Rússia
Comida de astronauta no refrigerador de bordo

Programas

O Programa Luna, também conhecido como Lunik, era uma série de missões espaciais não tripuladas enviadas à lua, entre 1959 e 1976. Duas delas são essas, abaixo. O objetivo era realizar experiências, estudar a gravidade, a temperatura e coletar amostras do solo lunar. Para isso, eles usavam essas sondas. Algumas delas até andavam!

Sonda lunar Luna 16, no Museu da Cosmonáutica, em Moscou, Rússia
Sonda lunar Luna 16
Sonda lunar Luna 9, no Museu da Cosmonáutica, em Moscou, Rússia
Sonda Lular Luna 9

No museu, fica explícita a presença dos russos no espaço para pesquisar, estudar e acrescentar alguma coisa à humanidade.

Outros destaques

Com a reforma, outros países também ganharam espaço no Museu da Cosmonáutica, inclusive, os Estados Unidos que, para os russos, foram até a lua com uma câmera, para transmitir a chegada do homem à lua, e uma bandeira, para fincar e dizer que chegaram lá, primeiro. Dá par perceber uma ironia sutil…

Saturno 5

Neil Armstrong, Michael Collins e Aldrin – astronautas americanos

Brasil no Museu da Cosmonáutica

Até o Brasil estava , representado pelo nosso astronauta, Marcos Ponte.

Interação

E para completar, numa das salas do Museu da Cosmonáutica, um sistema de comunicação permite que os visitantes façam contato com os cosmonautas em órbita, em tempo real.

E o melhor: o museu possui um simulador de encaixe da nave Soyuz-TMA com a Estação Espacial Internacional. Um desse, mesmo, é usado no Cosmonaut Training Center. Yu. A. Gagarin, para o treinamento de cosmonautas, nesse encaixe. Nesse simulador, o visitante vai ter teoria e prática de voo espacial, mas em russo, e vai aprender a operar a nave Soyuz-TMA. Mas é preciso reservar: para grupos de 1 a 4 pessoas. A experiência dura de 1,5 a 2 horas e custa 5 mil rublos, o equivalente a 283 reais.

Horários do museu:

Terça-feira – das 10:00 às 19:00
Quarta-feira – das 10:00 às 19:00
Quinta-feira – das 10:00 às 21:00
Sexta-feira – das 10:00 às 19:00
Sábado – das 10:00 às 21:00
domingo das 10:00 às 19:00

Endereço: 129515, Moscou, Prospekt Mira, 111

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Comentário (10)

  • Anônimo Resposta

    Muito legal e curioso!

    17 de janeiro de 2018 a 10:32
  • Christian Dutra Resposta

    Wow que maravilha, acho muito bacana esse lance deles usarem o termo cosmonauta. A Rússia está na minha lista de visitas, principalmente o circuito turístico da época da guerra fria. Soube que muitos abrigos anti bomba foram transformados em locais de entretenimento, como restaurantes, sala de cinema…

    17 de janeiro de 2018 a 11:25
    • Sônia Pedrosa Resposta

      Cristian, é um dos países mais incríveis que eu já fui! Eu gostaria de ter ido ao bunker 42, mas são 20 andares de escada para descer e para subir. Eu não aguentaria…rsrsrs

      18 de janeiro de 2018 a 19:51
  • Anônimo Resposta

    Muitas coisas interessantes pra se aprender nesse museu.Gostaria de experimentar a comida.Ñ lembrava que uma mulher tinha ido ao espaço.Acho que é pouco divulgado.Amei as fotos!!

    18 de janeiro de 2018 a 12:17
    • Sônia Pedrosa Resposta

      Sim, o museu é maravilhoso!!! E deveria ser mais divulgado, com certeza!!! Obrigada pela visita!!!

      18 de janeiro de 2018 a 19:49
  • Gustavo José Silva Neto Resposta

    Esse museu, eu gostaria de conhecer! Boas dicas!
    Gustavo

    10 de novembro de 2018 a 11:21
    • sonia Resposta

      Esse museu é um espetáculo, eu amei!

      11 de novembro de 2018 a 12:40
  • sylvia Leite Resposta

    Embora o tema não me interesse tanto, fiquei interessada em conhecer o Museu da Cosmonáutica afinal, parece ser um belo museu e minha geração foi marcada pela ida do homem à Lua.

    24 de junho de 2022 a 16:53
    • sonia Resposta

      Sim, Sylvinha, é um museu que vale a pena visitar!

      24 de junho de 2022 a 22:24

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