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Bancoc, a barulhenta e colorida capital da Tailândia

///Bancoc, a barulhenta e colorida capital da Tailândia

Bancoc, a barulhenta e colorida capital da Tailândia

Ir à Tailândia nunca esteve nos meus planos. Mas, a ideia foi aceita de pronto, quando João Miguel sugeriu. Tailândia e, a reboque, Vietnã e Camboja. Eu, que nunca tinha ido para aquelas bandas, comecei a estudar o assunto.

O Vietnã sempre me interessou, de tantos filmes que vi sobre a guerra. E o Camboja era o lugar onde fica a maior edificação religiosa do mundo, o Angkor Wat, que estampa a bandeira do país, dá nome à cerveja, comércio e hotéis. A proposta era irresistível e começamos a nos organizar. Começamos a ler sobre os países e a pensar no roteiro, no que interessava ver e o que dava para ver, em apenas um mês. Agora, em novembro, mês de temperatura “amena”, lá fomos nós, sem lenço e sem documento, com a passagem de ida e a de volta, ao sabor do vento, dos desejos de ficar mais ou ir embora no dia seguinte. Por causa do curto tempo, deixamos o Laos de fora. Mas ele que nos aguarde!

Não existe um voo direto para a Tailândia. E uma das opções era uma parada nos Emirados Árabes. Também não estava nos meus planos, mas, quem aguenta uma viagem de vinte horas, numa poltrona mesquinha da classe econômica? E foi ótimo! Deu para dar uma “espiada” na cidade, melhor dizendo, nas cidades: Dubai e Abu Dhabi. Em Dubai, um motorista de táxi, muito feliz em morar naquele chique pedacinho do planeta, passou 4 horas com a gente, mostrando os pontos turísticos. Em Abu Dhabi, fizemos o mesmo. Mas, isso, eu conto em outro post.

E assim aconteceu. Depois de 3 dias na terra dos superlativos, onde tudo é o maior, o mais alto, o mais bonito e o mais caro, chegamos à Tailândia, em Bangcoc, mais precisamente.

2 BANGKOK (422)a Tailândia é o país do Budismo

A primeira impressão? O tamanho. O aeroporto era enorme, moderno, decorado com obras de arte, flores e deuses. Inaugurado em 2006, o Suvarnabhumi é dos mais movimentados da Ásia. Ele fica a 25 quilômetros de Bangkok, na província vizinha de Sumut Prakan. O táxi é a melhor forma de chegar à cidade e não é caro – THB 400 (em torno de 40 reais), além dos dois pedágios de THB 70 (7 reais), mais ou menos, que são pagos por nós.1 bangcocc

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No aeroporto, assim como em toda a cidade, havia um “altar” para o rei que tinha morrido há um mês. Aliás, toda a Tailândia estava de luto. Os prédios públicos decorados com fitas brancas e pretas, foto do rei, flores e frutas como oferendas. A cada esquina, uma homenagem. E na rua, as pessoas vestidas de preto. Luto oficial por 3 meses. Um ano sem rei. A Tailândia estava triste.

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Logo em seguida, o calor. Impossível não notar, assim que saímos do aeroporto, ainda na fila enorme do táxi, aquele bafo quente. Uma média de 38 a 40 graus, e isso é a qualquer hora do dia ou da noite. Bebíamos litros de água o dia todo. E sucos, muito sucos, que são vendidos na rua, em coloridas barracas de frutas: manga, melancia, maracujá, banana, pitaia, rambutam, mangostim, pitomba… 

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2 BANGKOK (201)as frutas já ficavam picadas nos copos. Era só escolher e pedir para bater, com gelo, no liquidificador

A água de coco também era uma opção. Mais ainda porque lá, eles cortam o coco de uma maneira muito bonitinha! Eles descascam o coco todinho, fazem uma tampinha ou, simplesmente, deixam a abertura para o canudo. Mas tudo muito branquinho e limpo, com um preço à altura: THB 50 – em torno de 5 reais.

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Ainda assim, o suor escorria pelo rosto, braços e pernas. A roupa colava no corpo, o cabelo molhava. E a gente nem precisava se preocupar com banheiro para o xixi. Não dava tempo. A água saía antes, pelos poros. A nossa sorte eram os shoppings. Nunca fui a tanto shopping na minha vida. Todos os dias, um, pelo menos. Geralmente, a gente almoçava num deles, por causa do ar-condicionado, se refazia da manhã e ganhava fôlego para continuar.

A cidade

Outra coisa que impressionou: a paisagem. Prédios altos, monumentos que se misturam com templos, shoppings incríveis, avenidas largas, fiação exposta, fotos do rei, canais e mercados flutuantes, flores e árvores, e o rio Chao Phraya, emoldurando a cidade. O movimento é incrível, tanto nas ruas quanto no rio – as pessoas usam os barcos para atravessar a cidade e fugir do trânsito – uma ideia para Aracaju. Os motoristas buzinam muito, o tempo todo, mas a gente se acostuma.

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As cores, na Tailândia, são explicitas. Nada de cores discretas, nudes, beges ou cinzas. O que vemos por lá é rosa, verde, azul, amarelo, todos muito intensos, nos templos, nas roupas, nos carros…

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A cidade também é muito arborizada – árvores antigas, altíssimas e em todos os lugares. Muitos jardins e flores e, em cada lugar, casa, aeroporto, prédio, loja, shopping, um altar para Buda ou outros deuses, com oferendas – flores e frutas. E, claro, as homenagens ao rei.

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A casa dos espíritos

Uma coisa bem interessante que observamos foram réplicas em miniatura de casas tailandesas nos jardins de empresas e residências. Trata-se de uma casa dedicada ao espírito que cuida daquela família ou funcionários. De acordo com a crença tailandesa tradicional, eles desempenham um papel importante na fortuna e no destino dos habitantes do lugar. Se por acaso, os espíritos são ofendidos por atos inadequados, negligência ou desrespeito, a família ou o empresário pode esperar má sorte e infortúnio. Para apaziguar e pacificar os espíritos, as pessoas oferecem, diariamente, varas de incenso, flores e alimentos.

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casa dos espíritosessa é a casa dos espíritos que tomam conta do hotel onde ficamos

Escolhemos ficar na Khao San Road, uma rua descolada, onde ficam os mochileiros, o pessoal jovem, em busca de festa e muvuca. Por sorte, nosso hotel era silencioso, mas a música ia até às 4, 5 da manhã. A Khao San tinha de tudo: hotéis, restaurantes, bares, farmácias, artesanato, tatuagem, massagem, táxis, tuc-tucs e gente, muita gente! De todas as partes do mundo. Era fácil estar ali, perto de tudo, de templos e pontos turísticos.

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personagens da Khao San Road

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Mesinhas nas calçadas, luzes e plantas eram o charme da rua. Ali, o pessoal jantava, dançava, assistia aos shows, ouvia música e bebia. Restaurantes e botecos vendiam uns baldinhos com uísque, rum ou vodca com refrigerante, que as pessoas abriam e tomavam ali mesmo, no balde, com canudinho. Os valores variavam de 10 a 50 reais. No final da noite dava para ver o resultado.

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Bancoc, melhor dizendo, Krung Thep, é uma cidade de 12 milhões de habitantes e 425 templos. A maioria, budista. Existem os mais importantes, os mais bonitos, os mais intimistas…cada um com seu charme. Em todos, é preciso tirar os sapatos para entrar e estar adequadamente vestido: ombros cobertos, sem decotes. Mas, o ser humano sempre surpreende e a gente sempre vai encontrar alguém de short e camiseta, gente batendo o sino do templo até onde está escrito: “não bata o sino”. Vá entender…

2 BANGKOK (226)wat ratchabophit – um templo de 1870

A locomoção

Para conhecer Bancoc, os tuc-tucs são o meio de transporte mais pitorescos. Contratamos um pelo dia inteiro por THB 80 (em torno de 8 reais), mas terminamos pagando THB 200 (20 reais) porque passou um pouco da hora acertada e também por ser muito barato. Não queríamos explorar o rapaz. Mas, o ideal é o táxi. Por causa do calor, claro. Todos têm ar-condicionado. E, quando o taxímetro está ligado eles são super baratos. Até mais que os tuc-tucs. Fizemos essa experiência e demos preferência ao táxi. O trânsito da cidade está entre os piores do mundo. Muitas vezes, não dá para evitar. Uma alternativa é usar o Chao Phraya Express, os barcos que circulam pelo rio, levando e trazendo pessoas, driblando o trânsito da cidade. Ele funciona das 6 da manhã às 19h30, e para em vários ancoradouros.

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Picture 1009Bangcoc de tuc-tuc ou barco – um desafio

Em Bancoc, há muito o que ver e o que experimentar: a comida, a música, a religiosidade, os costumes, a arquitetura, a história, o cotidiano da cidade…é tudo novidade para quem nunca foi para aquele lado do planeta. Nos próximos posts, vou falar sobre os lugares que fomos, sobre o que vimos. Mas, de uma coisa, estejam todos certos: o que a Tailândia tem, mesmo, de melhor, é o povo. Sorridentes, gentis e sempre prontos a ajudar, os tailandeses conquistam, facinho, os mais frios dos turistas. 

2017-05-23T19:53:20+00:00 26 dez 2016|Categorias: Tailândia|Tags: , , , , |19 Comentários

19 Comentários

  1. betocorreia 26/12/2016 at 17:37- Responder

    maravilha de fotos Sonia!!!! o lugar eh lindo e parece bem estruturado tb.

  2. ana maria delduque 26/12/2016 at 19:36- Responder

    Como não viajar no imaginário lendo cada frase desse post!!! Fotos lindas de uma cidade colorida que respira religiosidade e alegria… só o calorão é que deve ser de lascar, né minha amiga?!?! Adorei! Aguardando o próximo!

  3. Adriana 28/12/2016 at 21:07- Responder

    Muito bom conhecer os lugares através fo seu olhar. Parabéns! E as fotos lindas👍🏼👍🏼👍🏼

  4. Zilda 28/12/2016 at 22:46- Responder

    Um espetaculo sentido e escrito com o coração, retratado com os olhos da alma. Parabéns amiga e obrigada pela riqueza de detalhes, por nos proporcionar um pouco de sua experiência e por despertar em nós um novo desejo: ir para a Tailândia. Bj
    Zilda Caldas

  5. Silvio Oliveira 29/12/2016 at 15:36- Responder

    Que legal Sonia. Fiquei com vontade de ir. Riqueza nas palavras transcritas da sua observação em foto. Adorei e espero os outros posts

    • Sônia Pedrosa 29/12/2016 at 19:50- Responder

      Obrigada, Sílvio!!!! Um beijão!

    • Sobral joaquim 02/01/2017 at 08:45- Responder

      Sempre um prazer enorme te ler. Com você, eu viajo por correspondência. Mil beijos.

      • Sônia Pedrosa 02/01/2017 at 08:56- Responder

        ah…. Joaquim, obrigada! Que bom que você gostou, que eu inspirei você!!! Um grande beijo!

  6. MIRTES ROLIM JORGE BADRA GARROTE 31/12/2016 at 13:43- Responder

    Delícia Sônia. .adoro a maneira leve que você escreve.

  7. Sobral joaquim 02/01/2017 at 08:44- Responder

    Sempre um prazer enorme te ler. Com você, eu viajo por correspondência. Mil beijos.

  8. Nadege Siqueira 03/01/2017 at 18:24- Responder

    Olá Sonia,
    Que viagem maravilhosa! As fotos estão lindas! Obrigada por compartilhar tanta beleza. Boa viagem!

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