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Tailândia – manual de sobrevivência

///Tailândia – manual de sobrevivência

Tailândia – manual de sobrevivência

Eu sei que o título é um exagero. Mas, é só para chamar a atenção! É que ir à Tailândia não é uma coisa muito simples. Para começar, o país fica no outro lado do planeta, no sudeste asiático, e não tem voo direto para lá. E para a viagem ser mais confortável, o ideal é passar uns dias onde acontece a conexão.

Eu e João Miguel escolhemos os Emirados Árabes. Apenas 3 dias – porque o objetivo era outro. Mas, sugiro mais uns três, para dar uma olhadinha mais apurada em Dubai e Abu Dhabi.

1-EMIRADOS-DUASDubai e Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes

Documentação

Para passar esses três dias, nos Emirados Árabes, nós tiramos o visto de trânsito. Ele é válido para 96 horas e custou 58 dólares, no site da Etihad, que já não voa mais por aqui. A opção é a Emirates, com conexão em Dubai. E quanto ao visto, ele também pode ser tirado tanto no site da empresa quanto na chegada ao país. foto

O selo, que a gente recebe quando chega no aeroporto, e o comunicado que chega pela internet

Importante dizer que para viajar para a Tailândia, o passaporte precisa ter validade mínima de 6 meses e ter o comprovante internacional de vacinação. Depois de se vacinar no posto de saúde contra febre amarela, é levar o cartão ao posto da Vigilância Sanitária que, em Aracaju, funciona no aeroporto. Lá, eles dão a certificação internacional. O comprovante é cobrado assim que chegamos ao aeroporto de Suvarnabhumi. E quem não tiver vai ter que dar meia volta!

IMG_9778certificado de vacinação ou profilaxia. Vacina contra febre amarela – desde julho de 2016, é válida pelo resto da vida.

Seguro de Viagem

O seguro de viagem é da maior importância, em qualquer viagem que a gente faça. Principalmente, quando vamos para lugares mais exóticos, como a Tailândia, o Vietnam e o Camboja. A comida, a água, o calor, tudo isso pode fazer a gente perder alguns dias de viagem. E num lugar estranho, é bom contar com atendimento médico, como foi o nosso caso. Nós usamos o seguro da Flytour e o atendimento foi perfeito. Por causa do calor, João Miguel precisou de atendimento médico, e na clínica que fomos, ele fez todos os exames que precisou. Pelo whatsapp, a funcionária do Flycard nos orientava quanto ao procedimento. Foi tudo muito tranquilo e nós nos sentimos seguros. Recomendo!

flaycard-sonia.Pagamos em torno de 400 reais (varia de acordo com o dólar) pelo seguro, cada um, por todo o mês – um valor mais do que justo.

O calor

Outro quesito importante é a temperatura, que por aquelas bandas, insiste em ficar nas alturas – 40 graus! E olhe que fomos na melhor época – novembro. Imagina no verão! E a dica que eu dou é: a roupa tem que ser a mais leve possível, e beber muita água, suco e isotônico, principalmente. É que, com a perda de sais minerais no suor, é preciso repor cálcio, potássio, fósforo e sódio. E isso a água não faz. Só o isotônico. 

2 BANGKOK cocoO coco em Bangcoc é caro: THB 50 – quase que 5 reais.

O dinheiro

A moeda na Tailândia é o Baht. Um real custa THB 11,16. É tudo muito barato: comida, bebida, hotel, passagens aéreas, entradas para museus e templos, compras… Se não tiver cuidado, a gente termina gastando muito, mas com o excesso de bagagem. O dólar é muito bem aceito, mas é preciso ter, sempre, dinheiro em espécie, não só para as pequenas coisas como táxi, tuc-tuc, lanches. Muitos lugares não aceitam cartão. E isso é muito sério!

Banese

Em ko Phi Phi, uma ilha incrível ao sul da Tailândia, sobre a qual eu ainda vou falar, a gente precisou usar o cartão de crédito para tirar dinheiro e aí, o Master e o Amex, que tínhamos levado, simplesmente, não funcionaram! Depois de tentar em várias máquinas, sem sucesso, de morrer de medo de os cartões ficarem presos, e antes de cair no choro… eu tentei o cartão do Banese (débito), Banco do Estado de Sergipe. Tirei o meu verdinho da carteira, sob o olhar descrente de João Miguel, e tentei. Ele tinha que funcionar! Era a nossa última esperança. Ou ele funcionava ou a gente estava perdida, com dois cartões na mão e nenhum dinheiro pra tomar um sorvete. Mas, o Banese não decepcionou. Quando apertei o último botão do caixa e ouvi o barulhinho da máquina contando o dinheiro… a minha vontade era de pular! Desde então, a qualidade da nossa viagem aumentou! Valeu, Banese!

CARTAO-E-DINHEIROrica e poderosa, com o cartão do Banese…rsrsrs

Transporte

Em Bangcoc, usamos o táxi, o tuc-tuc e o barco. O trânsito é horrível. Por isso, existe o transporte por barco, que circula pelo rio que margeia a cidade, o Chao Phraya. Vários piers ao longo da cidade fazem o embarque e desembarque de passageiros. Nos barcos, locais e turistas se misturam – o que eu acho ótimo. O ticket não custa mais que 2 reais.

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Quanto aos táxis, eles são mais baratos que os tuc-tuc, por incrível que pareça. Os motoristas preferem negociar, claro, acertar um preço, mas com o taxímetro ligado, as viagens ficam infinitamente mais baratas. Quando fomos ao Asiatique, um shopping a céu aberto incrível, que eu super recomendo, pegamos um táxi, com o taxímetro ligado.  A distância era de 11 quilômetros e a corrida custou menos de 15 reais. Numa das vezes que contratamos um tuc-tuc por 4 horas, para rodar pela cidade, parando nos templos menores, acertamos por THB 80, ou seja, menos de 8 reais. Mas, ao final da viagem, ele cobrou THB 200 (menos de 20 reais) – porque extrapolamos o tempo em meia hora. 

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A religiosidade

Os tailandeses são muito religiosos. A grande maioria é budista. Portanto, todo o respeito é pouco, principalmente, em se tratando de Buda. Os turistas chegam lá querendo comprar “Budas” para decorar a casa ou querem fazer tatuagem com eles. Os tailandeses abominam essa atitude e recriminam como podem. Para visitar os templos, a gente precisa estar adequadamente vestida. Ombros e joelhos cobertos. 

O Budismo fincou raízes na Tailândia no século VII. No século XII, o povo tai, oriundo do sudoeste da China, adotou o Budismo Teravada como religião, responsável pela disseminação de templos com estupas douradas e altas, bem similar aos templos do Camboja e do Laos, com os quais a Tailândia tem relações históricas e culturais.

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Compras

A Tailândia é um país para boas compras. O artesanato, os eletrônicos, artigos de decoração, lembrancinhas… É bom levar a mala vazia. A pechincha é uma prática, menos nos shoppings e nas lojas de grife. Todo o resto é negociável. E mesmo que você ache o preço bom, pechinche. Eles gostam. No shopping MBK, em Siam Square, além de ter um ar-condicionado maravilhoso (meu interesse maior), é um paraíso para os eletrônicos. Lá, nós compramos um monopé, que aqui custava 600 reais, uma bateria para a minha câmera, dois ships e dois cartões de memória para os celulares. O valor? THB 3000 – menos que 300 reais. O MBK é o shopping mais popular (mas o melhor para eletrônicos). Nas proximidades, e espalhados por toda a cidade, estão os outros shoppings – luxuosos, extravagantes, enormes, para todos os gostos, como vemos abaixo, em algumas fotos de divulgação, da Asia web direct.

shopping 2

shopping

silom-complex

shopping central-pinklaoshopping Central Pinklao

shopping central-chidlomShopping Central Chidlon

shopping asiatiqueshopping Asiatique

No mais, é aproveitar a viagem, entregar-se às novidades, deixar para descansar só na volta! 

2017-07-24T14:28:48+00:00 13 jun 2017|Categorias: Tailândia|Tags: , , , |0 Comentários

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