MUSEU NACIONAL DE BANGCOC

Museu Nacional de Bangcoc: visita obrigatória

O Museu Nacional de Bangcoc é considerado o maior do sudeste asiático. E imagino que seja um dos mais bonitos, a começar pela arquitetura. Ele foi construído em 1782, para ser o palácio de Rama I, mas foi transformado em museu em 1884, por Rama V. Em torno dos prédios bem ao estilo do país, jardins bem cuidados, flores, árvores frondosas promovem uma tranquilidade inusitada. O lindo pavilhão é um verdadeiro oásis, sob o inacreditável sol tailandês.

Pavilhão do Museu Nacional de Bangcoc
Pavilhão do Museu Nacional de Bangcoc
Pavilhão - um oásis no Museu
Pavilhão – um oásis no Museu
Difícil acreditar que os jardins resistam às temperaturas de 35 a 40 graus
Difícil acreditar que os jardins resistam às temperaturas de 35 a 40 graus

Museu Nacional de Bangcoc: imperdível

Sempre que vou a uma cidade pela primeira vez, procuro conhecer a feira livre e um museu, pelo menos. Nesses lugares, dá para se ter uma ideia da vida dos moradores da cidade. Na capital tailandesa, eu escolhi esse, o Museu Nacional de Bangcoc e não me arrependi. Vi uma história incrível espalhada pelo lindo prédio. 

na capela, é preciso tirar os sapatos antes de entrar
na capela, é preciso tirar os sapatos antes de entrar

A arte tailandesa

No Museu Nacional de Bangcoc, encontramos a arte tailandesa de todos os períodos e estilos. Para fotografar, só se for sem flash.

 Vishnu, o deus do universo - de 700 anos atrás
Vishnu, o deus do universo – de 700 anos atrás
Miniatura de Budas e deuses
Miniatura de Budas e deuses
Pequenas preciosidades que tornam o museu um "must"
Pequenas preciosidades que tornam o museu um “must”
É preciso calma para apreciar todas as peças
É preciso calma para apreciar todas as peças

Budas

Em exposição, no Museu Nacional de Bangcoc, muitos Budas – sentados, deitados, reclinados, em pé, em meditação, cabeças… Budas para todos os gostos e muito antigos.

Buda jovem
Buda jovem
Cabeça de Buda
Cabeça de Buda
Mais um Buda
Mais um Buda

Além de outras divindades:

Deuses tailandeses sentados na posição de lótus
Deuses tailandeses sentados na posição de lótus
o deus Shiva com todos os seus braços - destruidor e regenerador - de 500 anos atrás
o deus Shiva com todos os seus braços – destruidor e regenerador – de 500 anos atrás
alto-relevo retratando musicistas do sexo feminino
alto-relevo retratando musicistas do sexo feminino
Donzelas celestiais - apsaras (espíritos femininos das nuvens e das águas)
Donzelas celestiais – apsaras (espíritos femininos das nuvens e das águas)
Cabeças do teatro de bonecos - de 100 anos atrás
Cabeças do teatro de bonecos – de 100 anos atrás
teatro de bonecos do sexo masculino - de 100 anos atrás
Teatro de bonecos do sexo masculino – de 100 anos atrás
Shiva Nataraja (senhora da dança) - peças de 800 a 900 anos atrás
Shiva Nataraja (senhora da dança) – peças de 800 a 900 anos atrás
a roda da lei - de 1300 a 1400 anos atrás
A roda da lei – de 1300 a 1400 anos atrás
Ganesha e outras divindades
Ganesha e outras divindades
Ganesha - um dos deuses mais queridos da Índia
Ganesha – um dos deuses mais queridos da Índia
o deus Vishnu - de 1500 anos atrás
o deus Vishnu – de 1500 anos atrás

Acervo

O acervo do Museu Nacional de Bangcoc é enorme. Cerâmicas, roupas, entalhes em madeira, armas, além do incrível mobiliário para funerais.

O trono de Rama I
O trono de Rama I
Carruagem real da grande vitória, construída em 1795, para a cremação do pai de Rama I. Depois, ficou sendo usada para a cremação de reis e rainhas. Para puxá-la, eram necessárias 216 pessoas.
Carruagem real construída em 1795, para a cremação do pai de Rama I. Para puxá-la, eram necessárias 216 pessoas.
Miniaturas douradas
Miniaturas douradas

O Rei e o povo

Abaixo, numa das salas do Museu Nacional de Bangcoc, Winitchai Peri Drum ou Tambor da Justiça. Um dos deveres de um rei era monitorar os problemas do povo. As pessoas apresentavam o problema ao próprio rei e ele deveria vigiar e investigar os casos. Durante o reinado de Rama III, o rei foi presenteado com esse tambor, que ficava na entrada do palácio, acessível ao povo.

Winitchai Peri Drum ou Tambor da Justiça
Winitchai Peri Drum ou Tambor da Justiça

Morte com glamour

Uma pira funerária real, construída para a Princesa Bejaratana Rajasuda, de acordo com as antigas tradições. Ela, que vivia no luxo dos palácios, por que não morrer com estilo e glamour? E assim foi.

pira funerária real
pira funerária real
Alegoria funerária
Alegoria funerária

No Museu Nacional de Bangcoc, estão algumas das tradições funerárias era decorar as piras com animais míticos: Kinnaree – metade mulher e metade pássaro, Apsara Siha – metade anjo e metade leão. 

Kinnaree - metade mulher e metade pássaro
Kinnaree – metade mulher e metade pássaro

Maquetes

Abaixo, uma maquete do crematório real, desenhado pelo Príncipe Narisara Nuvadtivongs, para o funeral do Rama VI, em 1925, de acordo com as tradições tailandesas. A construção da pira real veio da crença de que o rei é o deus vivo, e deve retornar ao céu do Monte Meru, considerado o eixo do mundo, o centro do universo, de acordo com a mitologia hindu.

maquete do crematório real, para o funeral do Rama VI
maquete do crematório real, para o funeral do Rama VI

Urnas reais

Uma urna octogonal de sândalo, considerado material nobre, foi construída para o funeral da Rainha Rambhai Barni, em abril de 1985. 

urna octogonal de sândalo
urna octogonal de sândalo
Biombo de sândalo
Biombo de sândalo
Biombo pintado à mão
Biombo pintado à mão

O ritual da morte tailandesa

Há muitos anos, o processo real de cremação incluía 6 procedimentos: o primeiro era trazer as relíquias de Buda do Grand Palace para glorificar a área de cremação. O segundo, trazer a urna real do Dusit Maha Prasat para o Wat Pho e colocá-la no ponto mais alto da carruagem real. O terceiro era realizar um desfile de tropas do Wat Pho para o Sana Luang. O quarto, circular três vezes a urna real, em sentido anti-horário, em torno da pira funeral. O quinto, colocar as cinzas ósseas para flutuar na frente do templo Pathum Congka. E por fim, o sexto procedimento: levar parte dos ossos para consagrar, no Grand Palace. O tempo passou e o ritual continua quase o mesmo.

Visitas ao museu

O Museu Nacional de Bangcoc fica na capital tailandesa e abre de quarta a domingo, das 9 às 16h. Ele fica na Phra That Road – Phra Nakon. Para chegar lá, use o Chao Phraya Express Boat (Pier 13 Banglumphu). O ingresso custa THB 100.

6 comentários sobre “Museu Nacional de Bangcoc: visita obrigatória”

  1. Lindas fotos!!! Rica história…

  2. concordo com você minha guia preferencial, nada melhor para conhecer qualquer lugar do mundo do que começar pelos museus e feiras…….eu só tenho um pequeno problema, quase sempre que entro num museu sempre tem alguma peça que acho que vai combinar muito com a minha casa e fico na maior vontade de levar. Por exemplo, este de Bangcoc é impossível passar pelos Budas, por Ganesha, por Shiva e logo não imaginar como combinariam com um canto da minha casa……bate uma tristeza…..mas, ai vem a salvação, vamos a feira e poderei encontrar, se não tão antigo, com certeza poderei trazer um pedacinho da cidade, a feira funciona como o espaço para levar as lembranças que se eternizaram, além da memória……obrigado por mais essa postagem, enche os olhos e segue abrindo nossas asas

    1. kkkkkkkkkkkkkkkk é verdade, Ítalo! Dá vontade de levar pra casa! Aí, a gente se engana com a feira! Se bem que eles não gostam que a gente compre o Buda para decorar a casa!

  3. Muita riqueza naquele tempo. E muito bonito.

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