Emirados_Árabes_Abu_Dhabi

Emirados Árabes – Abu Dhabi

Deixamos Dubai com uma vontade enorme de ficar mais um pouco. A toda hora, precisava ficar lembrando que o nosso destino era a Tailândia e que os Emirados eram só uma conexão. Com esse espírito, seguimos para Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos, o maior de todos os 7 emirados – Abu Dhabi, Dubai, Sharjah, Ajman, Umm al-Qauwain, Ras al-Khaimah e Fujairah.

Abu Dhabi – a capital

Em Abu Dhabi, a 140 quilômetros de Dubai, fica a sede do governo federal e a maioria das embaixadas, ministérios, empresas de petróleo, emissoras de rádio e TV estatais. Assim como Dubai, a cidade é cheia de jardins irrigados, prédios incríveis e muito limpa.

Chegada

Chegamos a Abu Dhabi às 11 da manhã, num ônibus da Etihad, que sai do aeroporto de Dubai para o de Abu Dhabi. Já saímos daqui com esse ônibus reservado pela Flytour. Esse percurso também pode ser feito de táxi ou alugando um carro. É interessante saber que muita gente aluga um carro quando chega aos Emirados. As ruas e as estradas são bem sinalizadas, o trânsito não é ruim.

o trânsito em Abu Dhabi

Tínhamos, apenas, aquele dia para visitar Abu Dhabi e, dentre tantas opções, precisamos ser bastante práticos. Não tivemos dúvida quando priorizamos a Mesquita Sheikh Zayed.

Linda, branca e enorme, a mesquita pode ser vista de longe, assim que se chega ao emirado

estacionamento gratuito e suficiente para o número de visitantes

Grand Mosque

Para chegar lá, pegamos um táxi na porta do hotel – mais ou menos 20 dólares. Em 15 minutos, estávamos diante daquela imensidão branca, que fica na entrada da cidade e contrasta com o céu sempre azul e sem nuvens. Demoramos para entrar, só para observá-la de fora, tirar fotos e conferir os minaretes, as dezenas de cúpulas, os jardins e seus espelhos d’água, enfim, a arquitetura islâmica.

De braços e cabeça cobertos

Para entrar nessa que é a terceira maior mesquita do mundo, com capacidade para acomodar 40 mil fiéis, enfrentamos uma fila, não para comprar o ingresso. A entrada é gratuita. Mas, para eu me vestir adequadamente – precisava cobrir os braços e a cabeça. Numa sala, onde deixamos um documento, eles disponibilizam uma abaya – aquele vestido longo, de mangas compridas e capuz. Quem vai de calça ou saia longa e manga comprida, é só colocar um véu.

Cabeças e ombros cobertos

João Miguel entrou numa fila e eu, em outra, para pegar a abaya. Os homens não têm problema com a roupa. Só as mulheres, que eles acham que, quando mostram os braços, o cabelo, distraem os homens. No final, entrei em outra fila para devolvê-la. João Miguel se divertiu vendo o meu modelito.

Devidamente vestida, lá fomos nós, conhecer a mesquita

Zayed Bin Sultan Nahyan

Inaugurada em 2007, a mesquita ganhou esse nome em homenagem ao herói nacional, responsável por unificar os sete emirados, o Sheikh Zayed Bin Sultan Nahyan, que morreu em 2004 e está enterrado na parte externa da mesquita.

Por dentro da Mesquita

Para visitar a mesquita é interessante observar os horários, que variam de acordo com a época do ano. A sugestão é consultar o site oficial. As sextas-feiras são consideradas dias sagrados para os muçulmanos, que vão à mesquita, orar. Por isso, nesse dia, só está aberta para a visitação às 16h30 – a não ser que o visitante se contente em ver, apenas, o lado de fora da mesquita.

Antes de entrar nas salas de oração, é preciso tirar os sapatos e deixá-los numa prateleira. Os funcionários mantêm o chão limpo, também, por isso.

Mármore e madrepérola

Por dentro, conferimos o mármore branco da Macedônia. Na verdade, são mais de 30 tipos de mármore, vindos de várias partes do mundo, inclusive, do Brasil. Os mosaicos florais foram feitos por artesãos italianos; as 96 colunas internas são forradas de madrepérola e as paredes têm escrituras iluminadas em fibra ótica.

O tapete persa, que é o maior do mundo, cobre o principal salão da mesquita, mede mais de 5 mil metros quadrados e pesa 47 toneladas. Mais de 1200 artesãs iranianas trabalharam nesse tapete por um ano.

Os lustres da mesquita são ricamente trabalhados com ouro 24 quilates, cristais Swarovski e vidros de Murano.

A decoração e outros elementos arquitetônicos tornam a mesquita a mais deslumbrante entre as  mais destacadas do mundo. Quem visita a Sheikh Zayed Mosque sai encantado com o que vê.

Definitivamente, a Mesquita é o ponto alto da viagem, mas outras atrações também conquistam os visitantes e justificam uma estada de uma semana em Abu Dhabi. O Yas Marina Circuit F1 (o mais luxuoso autódromo do mundo) e o Ferrari World (o maior parque indoor do mundo) são duas das maiores atrações do emirado.

Ferrari World, uma das muitas atrações em Abu Dhabi
Ferrari World, uma das muitas atrações em Abu Dhabi

A beleza da cidade

Mas, como não daria tempo para visitar nenhuma das duas, seguimos para a Avenida Corniche, com 6 quilômetros de extensão pontuados com praia, parques, um calçadão com ciclovia, cafés, restaurantes, shoppings, finalizando no Emirates Palace Hotel. Na caminhada, assistimos a um incrível por do sol.

Terminamos o dia, encantados com o pouco que vimos de Abu Dhabi. Os Emirados Árabes merecem uma viagem exclusiva, para poder explorar tudo o que oferecem e aprender um pouco da história e da cultura daquele pedacinho do planeta. Só assim, podemos dizer que conhecemos um lugar, você não acha?

2 comentários sobre “Emirados Árabes – Abu Dhabi”

  1. Excelente texto! Realmente que lê os textos da Sônia viaja com ela. Parabéns!

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