Dubai, nos Emirados Árabes

Emirados Árabes – Dubai

Dubai, nos Emirados Árabes, foi o local da nossa conexão para chegar à Tailândia. Nosso voo foi pela Etihad, uma empresa que já não voa mais para o Brasil. São 14 horas de viagem, de São Paulo para Abu Dhabi. E teríamos mais 6 se resolvêssemos seguir para Bancoc. Mas, preferimos ficar 3 dias por lá – Dubai e Abu Dhabi – e dar uma olhadinha rápida nessas cidades. E essa foi a melhor coisa que fizemos. As duas são igualmente incríveis, sendo que Dubai oferece mais opções de passeio.

Dubai, nos Emirados Árabes

Dubai não é, exatamente, uma cidade cara. Há opções para todos os bolsos. O que dá a impressão de que Dubai é uma cidade cara é que encontramos muitas opções de alto luxo. Mas, ninguém é obrigado a comer em restaurantes incríveis, fazer compras em lojas de grife e frequentar as atrações mais badaladas do emirado. Para não cair nas possíveis ciladas, optando por hotéis mais em conta, a ideia é escolher um hotel Ibis, por exemplo – limpo e seguro, geralmente, bem localizado, e fazer uma programação de acordo com o próprio orçamento.

Valores

Assim, com os pés no chão, qualquer cidade do mundo é possível.  Para você ter uma ideia, em Dubai, um ticket de metrô custa 4 reais e 30 centavos; um lanche do McDonald’s, em torno de 20 reais; o ingresso para o aquário do Dubai Mall, 60 reais; táxi do aeroporto para o centro, 54 reais – quase 1/3 do valor do táxi de Guarulhos para São Paulo. Ou seja, é um destino possível.

os arranha-céus de Dubai
os arranha-céus de Dubai chamam a atenção – pela altura e diversidade

Dubai

Chegamos tarde da noite, em Abu Dabhi e pegamos um ônibus (free), no aeroporto, mesmo, para Dubai. Quando chegamos ao hotel, já passava das 11 da noite. Nosso hotel ficava em Deira e era um Ibis. No dia seguinte, acordamos cedo e, assim que pusemos os pés na calçada e João Miguel fumou seu cigarrinho, vimos um táxi parado na porta. Como se tratava de, apenas, um dia na cidade, nossas pretensões eram simples: fomos lá, falar com o motorista do táxi e acertamos para fazer o “reconhecimento” da cidade. Por 80 dólares, Mr. Majeed ficou 4 horas com a gente, pra lá e pra cá, num carro super confortável e um ar-condicionado perfeito.

na porta do hotel
na porta do hotel Ibis
O hotel ficava numa avenida larga e arborizada
O hotel ficava numa larga avenida, arborizada, como todas as vias de todas as cidades do mundo deveriam ser
Abdul Majeed é um indiano simpático
Abdul Majeed é um indiano simpático e feliz por morar em Dubai, com a família

Atrativos

Falante e sempre sorridente, Mr. Majeed nos levou para alguns dos principais pontos turísticos de Dubai e o que vimos foi uma cidade do futuro, onde tudo é moderno e luxuoso. Jumeirah Beach foi a nossa primeira parada. De longe, já avistamos o Burj Al Arab, um dos hotéis mais caros da cidade, construído em cima de uma ilha artificial, com 321 metros de altura – a segunda estrutura mais alta usada como hotel. Ele tem a forma de uma vela de barco e é um dos principais cartões postais da cidade

O Burj Al Arab
O Burj Al Arab

A praia

A praia tem areia branquinha e mar azul. O ideal é sentar e observar. Há muito o que ver e aprender. Um pena ter tão pouco tempo na cidade – lamentamos isso, várias vezes. As pessoas vão à praia como querem. As moças, abaixo, foram assim, muito vestidas, embora o calor fosse de quase 40 graus.

A menininha, abaixo, também, preferiu ir coberta. E assim eram várias pessoas. Mas também vimos gente de biquíni.

Para os governantes de Dubai, a internet é uma necessidade básica de todos e o povo merece esse conforto. Até na praia, encontramos wifi grátis. Como eu invejo essa civilidade…! O que esse povo fez em outras vidas para merecer tanta felicidade?!

Não é à toa que a população ama a família Al Maktoum, que tem governado o emirado de Dubai desde 1833. Lá, é uma monarquia absoluta, não tem eleições. Mas, cá entre nós, quem precisa de eleições, morando em Dubai, onde tudo funciona com um único objetivo: a felicidade do povo? Por isso, está explicado: pelas ruas e em cada estabelecimento comercial ou mesmo, residencial, lá está a foto dos governantes. Todos respeitam e veneram esses homens. Até eu!

Governantes de Dubai
O atual emir de Dubai, Mohammed Abin Rashid Al Maktoum e mais dois, na recepção do hotel

Civilidade

Seguimos de carro pela cidade, admirando a paisagem. O calor era forte, mas estávamos confortáveis no carro do Mr. Majeed. Antes de chegar à marina, cortamos as ruas das cidade. Vimos  o quanto Dubai é bem cuidada, limpa, com jardins irrigados o tempo todo, com prédios residenciais, empresariais e hotéis – cada um mais incrível que o outro.

O Atlantis The Palm Resort
O Atlantis The Palm Resort – um dos hotéis mais caros do mundo
esses dois prédios são conhecidos como "golfinhos"
esses dois prédios são conhecidos como “golfinhos”

Dubai Marina

Em seguida, Mr. Majeed nos levou para a Dubai Marina, que foi construída sobre o deserto, às margens do Golfo Pérsico. Essa marina contribuiu para o surgimento da nova Dubai. No entorno, são mais de 200 prédios residenciais, hotéis de luxo e shoppings. Bater perna por ali é um super programa!

Gold Souk

Da marina, seguimos para o Gold Souk, um mercado cujo principal produto à venda é o ouro, seja em caixas eletrônicos, onde é possível “sacar” pequenas barras de ouro, ou em joias – à venda em mais de 300 lojas especializadas, espalhadas pelo mercado. Ali, encontramos de tudo: ouro, prata, platina, pedras preciosas, além especiarias, tecidos, roupas e produtos “importados”. Concordo que as peças são exageradas, mas elas têm um público-alvo: o mercado árabe, onde a ostentação faz parte do dia a dia. Mas, “garimpando” é possível encontrar alguma coisa do gosto ocidental.

o maior anel do mundo

Os vendedores do souk

Os vendedores de produtos falsificados são a parte chata do mercado. Não se consegue dar um passo sem que eles não venham correndo em nossa direção para oferecer um relógio Rolex, uma bolsa Louis Vuitton e outros artigos de marcas famosas. Aliás, os vendedores, de um modo geral, são chatos, querem vender tudo a todo custo e insistiam para a gente experimentar a Kandoora (aqueles “vestidos” que o árabe usa) ou o Keffiyeh, o lenço que usam na cabeça. Algumas vezes, cedemos e João Miguel experimentou. Mas, quando dizíamos que não íamos levar, eles ficavam com raiva. Mas, o importante é manter o bom humor!!

Temperos e especiarias

Outras lojas eram também muito procuradas. As de temperos e especiarias, por exemplo, sempre muito coloridas, e de aroma forte. Assim que entramos, para comprar pistache e semente de abóbora, meus olhos começaram a arder.

Cominho, canela, gengibre, noz moscada, açafrão, cravo, pimenta, cardamomo e tantas outras, que servem como condimento para a culinária, para a fabricação de cosméticos, medicamentos, óleos e mais uma infinidade de usos. Boa parte das lojas aceita cartão de crédito, mas o ideal é ter dinheiro em cash. Dólares e euros são tão bem-vindos quanto dirhans (a moeda dos Emirados Árabes). Só fique atento à taxa de conversão, que nem sempre sãos as melhores.

Burj Khalifa

Do mercado, seguimos para o Dubai Mall, localizado no complexo Burj Khalifa. Este é o prédio mais alto do mundo, com 828m de altura e 160 andares habitáveis. Foi inaugurado em 2010 e custou mais de 4 bilhões de dólares. É aí que fica o Armani Hotel Dubai, que ocupa 35 andares. Na baixa temporada, a reserva da suite custa em torno 7 mil dólares.

Atrações

Uma das atrações do Burj Khalifa é o deck de observação, no andar 124, a 442 metros de altura. Só de pensar, sinto vertigens. Trata-se de um programa indispensável, mas nós não tivemos tempo para isso e nem disposição, um vez que não tínhamos feito reserva. O ticket, no valor aproximado de 27 dólares, pode ser comprado na internet, com antecedência e horário marcado. Tudo muito civilizado.

Dubai Mall

O maior shopping do mundo tem mais de 1200 lojas, 120 restaurantes, 160 fast-foods, 22 salas de cinema, uma pista de patinação no gelo e um dos maiores aquários do mundo, com mais de 33 mil animais marinhos. Inaugurado em 2008, ele custou 20 bilhões de dólares. Não somos frequentadores de shoppings, mas esse a gente tinha que conhecer.

aquário

O por do sol

Mas, formos lá, principalmente, para ver o lindo por do sol e as fontes que dançam, ao fim da tarde. Às 17 horas, as pessoas já começar a chegar para pegar um bom lugar em torno da piscina. Às 18 horas, em ponto, a dança das fontes começam. E enquanto o espetáculo não tem início, assistimos ao incrível por do sol.

Com o sol se pondo, o cenário está pronto para o espetáculo. Quando a dança termina, o sol já se pôs. O show dura uns 5 minutos, mas fica na nossa memória para sempre.

Dubai é um sonho. E o melhor: um sonho real. Um lugar aonde as pessoas têm qualidade de vida, mesmo aquelas que não usufruem o luxo que vemos por todos os lugares. E é muito bom ver e sentir isso de perto, as pessoas satisfeitas com com a própria vida, tendo acesso ao conforto básico para a sobrevivência – um sonho para nós, brasileiros. E uma realidade para eles.

2 comentários sobre “Emirados Árabes – Dubai”

  1. Muito bom. Pretendo conhecer Dubai e vc me esclareceu várias dúvidas. Obrigado,
    Gustavo

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