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Bangcoc, dicas para visitar a capital tailandesa

Bangcoc, a capital da Tailândia é uma das cidades mais interessantes do mundo. E um dos destinos mais procurados do momento. Os turistas estão por toda parte. E em toda a parte tem coisa interessante pra ver. Templos, monumentos, culinária, história, mercados, cores, aromas, tudo totalmente fora dos padrões ocidentais. Impossível não se encantar com esse país incrível.

Como chegar a Bangcoc

Não existe um voo direto para Bangcoc. Várias empresas voam para lá, mas sempre com uma conexão. A nossa foi em Dubai, nos Emirados Árabes. De Dubai para Bangcoc, mais 6 horas. Mas foi ótimo! Deu para dar uma “espiada” na cidade, melhor dizendo, nas cidades: Dubai e Abu Dhabi. Em Dubai, um motorista de táxi, muito feliz em morar naquele chique pedacinho do planeta, passou 4 horas com a gente, mostrando os pontos turísticos. Em Abu Dhabi, fizemos o mesmo. Mas, isso, eu conto em outro post.

E assim aconteceu. Depois de 3 dias na terra dos superlativos, onde tudo é o maior, o mais alto, o mais bonito e o mais caro, chegamos à Tailândia, em Bangcoc, mais precisamente.

2 BANGKOK (422)a Tailândia é o país do Budismo

A primeira impressão

O tamanho. O aeroporto era enorme, moderno, decorado com obras de arte, flores e deuses. Inaugurado em 2006, o Suvarnabhumi é dos mais movimentados da Ásia. Ele fica a 25 quilômetros de Bangkok, na província vizinha de Sumut Prakan. O táxi é a melhor forma de chegar à cidade e não é caro – THB 400 (em torno de 40 reais), além dos dois pedágios de THB 70 (7 reais), mais ou menos, que são pagos por nós.

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Devoção

No aeroporto, assim como em toda a cidade, havia um “altar” para o rei que tinha morrido há um mês. Aliás, toda a Tailândia estava de luto. Os prédios públicos decorados com fitas brancas e pretas, foto do rei, flores e frutas como oferendas. A cada esquina, uma homenagem. E na rua, as pessoas vestidas de preto. Luto oficial por 3 meses. Um ano sem rei. A Tailândia estava triste.

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Calor

Logo em seguida, o calor. Impossível não notar, assim que saímos do aeroporto, ainda na fila enorme do táxi, aquele bafo quente. Uma média de 38 a 40 graus, e isso é a qualquer hora do dia ou da noite. Bebíamos litros de água o dia todo. E sucos, muito sucos, que são vendidos na rua, em coloridas barracas de frutas: manga, melancia, maracujá, banana, pitaia, rambutam, mangostim, pitomba… 

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2 BANGKOK (201)as frutas já ficavam picadas nos copos. Era só escolher e pedir para bater, com gelo, no liquidificador

Hidratação

A água de coco também era uma opção. Mais ainda porque lá, eles cortam o coco de uma maneira muito bonitinha! Eles descascam o coco todinho, fazem uma tampinha ou, simplesmente, deixam a abertura para o canudo. Mas tudo muito branquinho e limpo, com um preço à altura: THB 50 – em torno de 5 reais.

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Ainda assim, o suor escorria pelo rosto, braços e pernas. A roupa colava no corpo, o cabelo molhava. E a gente nem precisava se preocupar com banheiro para o xixi. Não dava tempo. A água saía antes, pelos poros. A nossa sorte eram os shoppings. Nunca fui a tanto shopping na minha vida. Todos os dias, um, pelo menos. Geralmente, a gente almoçava num deles, por causa do ar-condicionado, se refazia da manhã e ganhava fôlego para continuar.

Bangcoc

Outra coisa que impressionou: a paisagem. Prédios altos, monumentos que se misturam com templos, shoppings incríveis, avenidas largas, fiação exposta, fotos do rei, canais e mercados flutuantes, flores e árvores, e o rio Chao Phraya, emoldurando a cidade. O movimento é incrível, tanto nas ruas quanto no rio – as pessoas usam os barcos para atravessar a cidade e fugir do trânsito – uma ideia para Aracaju. Os motoristas buzinam muito, o tempo todo, mas a gente se acostuma.

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As cores, na Tailândia, são explicitas. Nada de cores discretas, nudes, beges ou cinzas. O que vemos por lá é rosa, verde, azul, amarelo, todos muito intensos, nos templos, nas roupas, nos carros…

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Bangcoc é uma muito arborizada – árvores antigas, altíssimas e em todos os lugares. Muitos jardins e flores e, em cada lugar, casa, aeroporto, prédio, loja, shopping, um altar para Buda ou outros deuses, com oferendas – flores e frutas. E, claro, as homenagens ao rei.

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A casa dos espíritos

Uma coisa bem interessante que observamos foram réplicas em miniatura de casas tailandesas nos jardins de empresas e residências. Trata-se de uma casa dedicada ao espírito que cuida daquela família ou funcionários. De acordo com a crença tailandesa tradicional, eles desempenham um papel importante na fortuna e no destino dos habitantes do lugar. Se por acaso, os espíritos são ofendidos por atos inadequados, negligência ou desrespeito, a família ou o empresário pode esperar má sorte e infortúnio. Para apaziguar e pacificar os espíritos, as pessoas oferecem, diariamente, varas de incenso, flores e alimentos.

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casa dos espíritosessa é a casa dos espíritos que tomam conta do hotel onde ficamos

Onde ficar

Escolhemos ficar na Khao San Road, uma rua descolada, onde ficam os mochileiros, o pessoal jovem, em busca de festa e muvuca. Por sorte, nosso hotel era silencioso, mas a música ia até às 4, 5 da manhã. A Khao San tinha de tudo: hotéis, restaurantes, bares, farmácias, artesanato, tatuagem, massagem, táxis, tuc-tucs e gente, muita gente! De todas as partes do mundo. Era fácil estar ali, perto de tudo, de templos e pontos turísticos.

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sapo coaxando, na Khao San Road – barulhinho tópico da rua

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Comer e beber

Mesinhas nas calçadas, luzes e plantas eram o charme da rua. Ali, o pessoal jantava, dançava, assistia aos shows, ouvia música e bebia. Restaurantes e botecos vendiam uns baldinhos com uísque, rum ou vodca com refrigerante, que as pessoas abriam e tomavam ali mesmo, no balde, com canudinho. Os valores variavam de 10 a 50 reais. No final da noite, dava para ver o resultado.

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Bangcoc é uma cidade de 12 milhões de habitantes e 425 templos. A maioria, budista. Existem os mais importantes, os mais bonitos, os mais intimistas…cada um com seu charme. Em todos, é preciso tirar os sapatos para entrar e estar adequadamente vestido: ombros cobertos, sem decotes. Mas, o ser humano sempre surpreende e a gente sempre vai encontrar alguém de short e camiseta, gente batendo o sino do templo até onde está escrito: “não bata o sino”. Vá entender…

2 BANGKOK (226)wat ratchabophit – um templo de 1870

A locomoção

Para conhecer Bancoc, os tuc-tucs são o meio de transporte mais pitorescos. Contratamos um pelo dia inteiro por THB 80 (em torno de 8 reais), mas terminamos pagando THB 200 (20 reais) porque passou um pouco da hora acertada e também por ser muito barato. Não queríamos explorar o rapaz. Mas, o ideal é o táxi. Por causa do calor, claro. Todos têm ar-condicionado. E, quando o taxímetro está ligado eles são super baratos. Até mais que os tuc-tucs. Fizemos essa experiência e demos preferência ao táxi.

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O trânsito da cidade está entre os piores do mundo. Muitas vezes, não dá para evitar. Uma alternativa é usar o Chao Phraya Express, os barcos que circulam pelo rio, levando e trazendo pessoas, driblando o trânsito da cidade. Ele funciona das 6 da manhã às 19h30, e para em vários ancoradouros.

 

Picture 1009Bangcoc de tuc-tuc ou barco – um desafio

Em Bangcoc, há muito o que ver e o que experimentar: a comida, a música, a religiosidade, os costumes, a arquitetura, a história, o cotidiano da cidade…é tudo novidade para quem nunca foi para aquele lado do planeta. Nos próximos posts, vou falar sobre os lugares que fomos, sobre o que vimos. Mas, de uma coisa, estejam todos certos: o que a Tailândia tem, mesmo, de melhor, é o povo. Sorridentes, gentis e sempre prontos a ajudar, os tailandeses conquistam, facinho, os mais frios dos turistas. 

20 comentários sobre “Bangcoc, dicas para visitar a capital tailandesa”

  1. maravilha de fotos Sonia!!!! o lugar eh lindo e parece bem estruturado tb.

    1. Obrigada, Beto!!!! Bom saber que vc gostou!
      Grande abraço
      sonia

  2. Como não viajar no imaginário lendo cada frase desse post!!! Fotos lindas de uma cidade colorida que respira religiosidade e alegria… só o calorão é que deve ser de lascar, né minha amiga?!?! Adorei! Aguardando o próximo!

  3. Muito bom conhecer os lugares através fo seu olhar. Parabéns! E as fotos lindas👍🏼👍🏼👍🏼

  4. Um espetaculo sentido e escrito com o coração, retratado com os olhos da alma. Parabéns amiga e obrigada pela riqueza de detalhes, por nos proporcionar um pouco de sua experiência e por despertar em nós um novo desejo: ir para a Tailândia. Bj
    Zilda Caldas

  5. Que legal Sonia. Fiquei com vontade de ir. Riqueza nas palavras transcritas da sua observação em foto. Adorei e espero os outros posts

    1. Sempre um prazer enorme te ler. Com você, eu viajo por correspondência. Mil beijos.

  6. Delícia Sônia. .adoro a maneira leve que você escreve.

  7. Sempre um prazer enorme te ler. Com você, eu viajo por correspondência. Mil beijos.

  8. Olá Sonia,
    Que viagem maravilhosa! As fotos estão lindas! Obrigada por compartilhar tanta beleza. Boa viagem!

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